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De Washington a Brasília

Alunos da Universidade George Washington visitam o Congresso Nacional. Diretor da instituição norte-americana de ensino inicia conversas para que cursos sejam abertos na capital do país. Ideia é profissionalizar quem atua na área de relações governamentais

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postado em 18/03/2014 14:00 / atualizado em 18/03/2014 11:31

Ana Paula Lisboa

Uma delegação de 18 estudantes de mestrado da Escola de Pós-Graduação de Gestão Política (GSPM, na sigla em inglês) da Universidade George Washington esteve em Brasília para conhecer o cenário das relações governamentais brasileiras, por meio de palestras e visitas. Depois de sete dias no DF, o grupo embarcou para os Estados Unidos, no último sábado. A viagem faz parte do mestrado em perspectivas globais, e os alunos passaram por palestras no Senado, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Embaixada dos Estados Unidos, no Ministério das Relações Exteriores e em empresas que trabalham com relações governamentais.

A visita, porém, pode render mais que um intercâmbio de alunos. O diretor da GSPM da George Washington, Mark Kennedy, permaneceu na cidade e participou de encontros em empresas de gestão pública para avaliar se existe demanda para montar um curso de relações governamentais e de gestão política por aqui. Caso os resultados sejam positivos, a escola de pós-graduação pode abrir uma filial em Brasília. A expansão está nos planos da instituição, que já inaugurou unidades em países como Turquia e Bélgica.

Públio Madruga, 39 anos, mestre pela instituição, avalia que a abertura de uma filial da universidade no DF seria positiva. “Queremos trazer os cursos da George Washington para cá, tanto para educar o cidadão comum, quanto para formar profissionais de relações governamentais. Os americanos acham que, no Brasil, tudo acontece em São Paulo. Só que, para montar uma escola de política, o lugar certo é Brasília, o centro do poder”, diz.

Planos para 2015
Formado em direito pelo Uniceub, Públio Madruga, mestre em gestão política pela Universidade George Washington desde janeiro, participou das atividades da comissão. “Para entender a política, não dá para focar só nos Estados Unidos. O mestrando em perspectivas globais mantém viagens internacionais. O Brasil, maior país da América Latina, não teria como ficar fora disso. A ideia é abrir a visão dos alunos para que eles possam aplicar conhecimentos adquiridos aqui na realidade deles”, explica. Segundo Públio, ano que vem, novo grupo de alunos de mestrado deve vir à capital federal para participar de um seminário.

O profissional de relações governamentais é peça-chave para governos democráticos. Tem a função de montar estratégias para fundamentar uma legislação aprimorada e munir parlamentares com informações e dados sobre possíveis consequências de projetos de lei votados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Esses profissionais são contratados também por empresas. Para Públio Madruga, o mercado brasileiro é promissor, mas falta profissionalização. “Há bastante gente que atua nessa área no Brasil, mas as pessoas se guiam pelo instinto. É preciso profissionalizar e formar mais trabalhadores para esta carreira tão importante para o fortalecimento da democracia”, avalia.

Instituição bilionária

Fundada pelo Congresso Nacional norte-americano em 1821, a Universidade George Washington é a instituição de ensino privada que mais recebe doações no mundo: cerca de US$ 1 bilhão por ano. Ela fica na capital dos Estados Unidos, ao lado de prédios das sedes da Cruz Vermelha, da Organização dos Estados Americanos e do Fundo Monetário Internacional. Por lá já passaram nomes como o ex-diretor do FBI J. Edgar Hoover; a secretária de Estado norte-americano, Hillary Clinton; e ex-presidente do país, como John F. Kennedy, George W. Bush, Ronald Reagan e Harry Truman.
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