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UnB pede socorro à PM

Na tentativa de conter roubos e ameaças aos alunos nos câmpus, direção da Universidade de Brasília negocia parceria com a Polícia Militar

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postado em 18/03/2014 14:00

A segurança de 30 mil pessoas que circulam diariamente pelo câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, está a cargo de duas motos e dois carros do 3º Batalhão da Polícia Militar, além de agentes da própria Universidade de Brasília (UnB). Para tentar conter o avanço da violência, dos roubos e furtos, representantes da UnB e da PM avaliam a adoção de medidas para reforçar policiamento tanto na unidade do Plano Piloto quanto em Planaltina, em Ceilândia e no Gama. A ideia é ampliar o policiamento nas áreas comuns, como estacionamentos e vias de acesso aos prédios da universidade.

Dados da Polícia Civil mostram que a UnB está entre os pontos mais visados pelos criminosos que arrombam carros no DF. Na manhã de 13 de fevereiro, um assaltante foi flagrado no estacionamento da Biblioteca Central quando tentava furtar uma motocicleta. Em abril do ano passado, uma aluna teve o carro depenado no estacionamento do Centro de Excelência em Turismo. Os ladrões levaram o capô, o parachoque, lanternas, bateria e radiador. Roubos de rodas e de veículo também são rotina.

A quantidade de crimes cometidos dentro da UnB levou os integrantes do Diretório Central Estudantil (DCE) a criarem, em 2012, um aplicativo colaborativo, no qual os estudantes podem indicar os locais e as circunstâncias de cada ocorrência. Antes vista com desconfiança pelos alunos, a presença de militares na UnB é uma medida avaliada como necessária pelos alunos. “Somos favoráveis à presença da PM fazendo patrulha, principalmente em estacionamentos e áreas mais isoladas. Não queremos eles circulando pelo Instituto Central de Ciências (ICC), é algo intimidador”, garante o coordenador-geral do DCE, Nicolas Powidayko.

Medo no Gama
Mas se o medo é uma constante no Plano Piloto, a situação do câmpus do Gama é a que mais preocupa, na avaliação do estudante. “Por não ter cercamento e por ser a unidade com maior porcentagem de membros da comunidade que não moram na região, os casos de roubos de veículos e assaltos são mais comuns”, diz Powidayko. Em Planaltina, quase não há ocorrências no ambiente universitário, uma vez que 55% dos alunos são da assistência estudantil e, portanto, não têm carro. Em Ceilândia, o problema está  nos arredores da instituição, principalmente no caminho até o metrô.

Além do policiamento, a instalação de mais pontos de iluminação é uma reivindicação antiga de quem circula pela unidade Darcy Ribeiro. “Melhorar a infraestrutura é urgente e vem antes do policiamento. Venho para cá a pé e, se tenho aulas à noite, pego carona ou vou em grupo na volta para a casa. Prefiro até mesmo pegar táxi para não correr o risco de ser estuprada”, conta a estudante de doutorado em relações internacionais Ana Paula Oliveira. Na semana passada, a vice-reitora da UnB, Sonia Báo, e o prefeito dos campi, Marco Aurélio de Oliveira, reuniram-se com o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. “Vamos firmar um convênio de cooperação, que ainda está em discussão, e reforçaremos ações conjuntas, com mais patrulhamento e campanhas de conscientização”, ressaltou Sonia Báo.

Na segunda semana de aulas deste período letivo, os servidores técnico-administrativos da UnB deflagaram greve. Eles reivindicam a não-instalação do ponto eletrônico para os funcionários e o reestabelecimento da carga horária semanal de 30 horas. Com isso, a Biblioteca Central e a garagem da universidade fecharam as portas, ontem, e assim devem permanecer por tempo indeterminado.
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