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Acesso a serviços essenciais da UnB são bloqueados

Movimento grevista impede funcionamento de Biblioteca, garagem e almoxarifado

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postado em 19/03/2014 16:07 / atualizado em 19/03/2014 16:17

Agência UnB

Ana Rita Grilo/UnB Agência
Quando Inácio Barbosa Borges, doutorando em Agronomia, foi à Biblioteca Central da UnB para estudar, na tarde desta ultima terça-feira (18), encontrou as portas fechadas. Correntes e cadeados, colocados pelo movimento grevista dos servidores, deflagrado no dia anterior, impediam o acesso de usuários e demais servidores a diversos serviços essenciais da UnB, como o almoxarifado, a garagem, a prefeitura e o Restaurante Universitário.

“Eu vim retirar alguns livros e utilizar o espaço interno da biblioteca”, disse Inácio. "Mas não consigo entrar, embora haja vários servidores trabalhando lá dentro”, reclamou. Para o estudante, o direito de greve é legítimo, contudo, ele condena a ação dos grevistas. “É uma arbitrariedade”, avalia o estudante que desconhece os motivos da greve.
Mariana Costa/UnB Agência

A professora Tatiana Reis, do curso de Gestão do Agronegócio, foi outra impedida de acessar a biblioteca. "Precisava de alguns livros para complementar o planejamento do semestre”, declarou. Tatiana estava na expectativa de que houvesse algum regime de atendimento especial para os professores, mas não obteve nenhuma informação.

PATRIMÔNIO
Professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental e ex-prefeito dos Campi, Paulo César lembrou da responsabilidade sobre o patrimônio da universidade. Na avaliação dele, os cuidados com espaços e equipamentos recaem sobre o servidor público. "Há a questão da responsabilidade, pois as instalações não podem ficar abandonadas", afirmou.

O professor Alexandre Floriano, do Departamento de Engenharia Florestal, reconhece o direito de greve, mas enxerga o bloqueio dos acessos aos serviços essenciais como uma agressão.  “Essa estratégia em nada ajuda o alcance dos objetivos pleiteados”, avaliou.  “Não vai ser cerceando o direito dos alunos, professores e demais servidores que os grevistas irão obter o atendimento às reinvindicações”.
Mariana Costa/UnB Agência

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), Rafael Morgado Silva, sugere sensibilidade ao movimento grevista. "Os serviços essenciais da UnB devem ser mantidos, ao menos, parcialmente”, pondera. “O estudante não pode ser completamente penalizado”.

COMUNICADO
Em nota emitida no final da tarde de terça-feira, o  Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) afirma que os encaminhamentos adotados pelo Comando Local de Greve foram utilizados em todos os movimentos grevistas locais e nacionais, tendo sido respaldados pela decisão da categoria em assembleia geral. A nota ainda afirma que “está sendo observada a manutenção dos serviços essenciais”.

Para o professor do Departamento de Música Ebnezer da Silva, membro da comissão de negociação, o recurso de vedar o acesso aos serviços essenciais é inaceitável.  “Estamos trabalhando junto ao comando de greve para que entendam que o uso de correntes e cadeados não é aceitável dentro de uma universidade”, declarou.
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