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Alunos prejudicados vão à Justiça

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postado em 26/03/2014 10:40 / atualizado em 26/03/2014 10:42

Breno Fortes
O erro cometido pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) no vestibular da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) deste ano acabou na Justiça. A Defensoria Pública do DF entrou com uma ação coletiva, a pedido dos 58 estudantes prejudicados. O processo corre na 3ª Vara de Fazenda Pública. Ontem, cerca de 200 universitários egressos e parte dos jovens que estão com as vagas em risco se manifestaram, em uma passeata que percorreu o Eixo Monumental desde a Câmara Legislativa até o Palácio do Buriti. Por volta das 18h40, o secretário de Governo, Gustavo Ponce de Leon, se reuniu com seis representantes dos alunos. Uma comissão discutirá o assunto.

De acordo com o defensor público Stefano Pedroso, que recebeu a ação conjunta dos estudantes, a ESCS e o Cespe têm três dias para se manifestar perante o juiz. “O ato de exclusão dos alunos, da forma que foi feito, é ilegal. O erro foi da própria administração, visto que, em momento nenhum, os candidatos conseguiram entrar com recurso no Cespe. E depois ainda vem essa decisão de tirá-los de sala de aula, quando já não são mais candidatos, são alunos”, destaca.

Decepção

A decepção dos jovens é grande. Rafael Santini, de 20 anos, é um dos alunos prejudicados. Assim que passou para medicina, ele teve a cabeça raspada três vezes e precisou mandar fazer um jaleco sob medida porque é muito alto. Ele fez três anos de cursinho. “É estranho porque muita gente fala apenas em indenização. A gente quer é a vaga, o sonho que foi desconstruído de uma vez e ninguém diz nada.”

Ontem, antes da manifestação, os alunos se mobilizaram em frente à Câmara Legislativa e assistiram à sessão no plenário. O assunto foi discutido pelos parlamentares presentes, que manifestaram apoio à causa estudantil. Quem convidou os jovens para a discussão foi o deputado Israel Batista (PV), que é simpático à luta dos jovens.
Ainda há a perspectiva de outra ação correr na Justiça, por meio do Ministério Público do DF e Territórios. O deputado Israel protocolou um requerimento na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Ontem, dois ofícios foram encaminhados à ESCS e ao Cespe, para que eles enviem relatórios.

Nota errada

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), responsável pelo vestibular da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), errou na pontuação das redações dos candidatos, fazendo com que 33 estudantes de medicina e 25 de enfermagem fossem aprovados sem a nota necessária. A primeira lista de novos estudantes foi divulgada antes de a falha ser detectada. Na última quinta-feira, o edital foi anulado e substituído por outro, com novos nomes. A ESCS interrompeu o período de aulas para resolver o problema.
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