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Incerteza para alunos da Escs

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postado em 23/04/2014 10:41 / atualizado em 23/04/2014 10:43

Maryna Lacerda

Breno Fortes

O semestre letivo para os calouros de medicina e enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) começa com o sentimento de insegurança. Os 25 alunos que entraram com liminar, após a divulgação do erro na correção das provas de redação do vestibular, ainda podem ter cassada a determinação judicial de permanecerem na instituição. As matrículas vão até hoje, e as aulas serão retomadas na próxima segunda-feira. Segue em discussão o acerto orçamentário a ser feito para comportar o acréscimo de vagas na instituição. Uma das propostas é, inclusive, tornar efetivas as cadeiras criadas por meio de liminares. Para isso, a universidade deixaria de ser uma fundação e estaria submetida ao Sistema Universidade Aberta do SUS (UnaSUS).

A proposta já foi acolhida pela Secretaria de Saúde, em março de 2013. A promessa é de que, até 2015, o número de vagas em medicina dobre, mas o processo permanece aberto. Hoje, a Escs conta com 80 oportunidades para cada curso. Ao se filiar à Rede UnaSUS, a faculdade deve se reestruturar. Uma das medidas é a criação do quadro de funcionários e docentes. Hoje, eles são vinculados à Secretaria de Saúde e atuam cedidos à instituição. No DF, a Universidade de Brasília (UnB) já é filiada à Rede.

Enquanto isso, uma alternativa ao custeio das 33 vagas garantidas seria por meio de emendas parlamentares. Para tanto, a Secretaria de Saúde precisa informar à Câmara Legislativa quanto a mais de verba é necessário, o que ainda não foi feito, segundo o deputado distrital Professor Israel Batista (PV), que acompanha o caso. “A CLDF se propôs a destinar a verba, mas é preciso saber quanto precisa ser destinado. É recurso público, não pode ser enviada qualquer quantia”, afirma. Outra opção é a redução das vagas a serem ofertadas no próximo certame. “Não é uma situação periclitante, de falência da Escs. Pode ser feito um aumento de vagas agora e uma diminuição no próximo vestibular. Com a divulgação da 2ª chamada, a partir de quinta-feira (amanhã), saberemos o que será feito”, explica Batista.

Gabriela Silva Ribeiro, 18 anos, espera compensar, a partir da próxima semana, o problema que teve de enfrentar. A garota recorreu à Justiça para permanecer na instituição. Quando o erro do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB) veio à tona, ela caiu 13 posições na colocação. Isso a deixaria fora das vagas. “Foi muito cansativo. Eu passava a semana aqui, mesmo sem aula, para acompanhar o processo. Só voltava para a casa dos meus pais, em Goiânia, nos fins de semana”, lembra.

Enfoque prático
O Sistema Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS) foi criado em 2010 para atender às necessidades de capacitação e de educação permanente dos trabalhadores do SUS. Hoje, 16 instituições no país integram a rede. Um dos objetivos da UNA-SUS é a educação permanente, visando à resolução de problemas presentes no dia a dia dos profissionais de saúde que atuam no SUS. Para isso, os cursos oferecidos pela Rede têm enfoque prático e dinâmico, utilizando casos clínicos comuns.

Entenda o caso
Falha na correção


Uma lista de 160 aprovados no vestibular para os cursos de medicina e enfermagem foi divulgada em 11 de fevereiro. Um mês depois, verificou-se a falha na correção, e os resultados foram revistos. Assim, 58 pessoas que apareciam como aprovadas na primeira relação foram substituídas, em 20 de março. Os estudantes afetados entraram com pedido para manter a aprovação anteriormente divulgada, sob alegação de que não podiam ser punidos por um problema causado pela banca examinadora.

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