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Começam treinamentos presencias do Programa Brasil Voluntário

Em Brasília, a capacitação tratou sobre turismo. A UnB coordena os treinamentos, que ocorrem em todas as cidades-sede

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postado em 29/04/2014 18:33

Agência UnB

Murilo Abreu/UnB Agência
Você sabia que o ponto mais alto do Plano Piloto fica na Praça do Cruzeiro? E que onde há buriti, há água? Essas foram algumas das curiosidades que os cerca de 1500 inscritos no programa Brasil Voluntário ficaram sabendo no primeiro fim de semana de capacitação presencial. O evento, que ocorreu simultaneamente nas 12 cidades-sede, tratou, em Brasília, do tema turismo. Os convocados foram divididos em três turmas, que participaram do treinamento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no sábado – duas turmas, uma às 8h e a outra às 14h – e no domingo – uma turma a partir das 8h.

A UnB foi a responsável pelo treinamento em todo o país, e estava representada em Brasília pela decana de extensão da UnB, Therese Hoffman. Ela enfatizou a importância do voluntariado. “A Lei da Copa prevê como pilares do evento a segurança, a mobilidade e o voluntariado” ressalta.  

Autoridades da coordenação da organização da Copa e do programa Brasil Voluntário fizeram questão de estar presentes para agradecer e incentivar aqueles que sacrificaram um turno do fim de semana para participar da capacitação. Caio Carneiro, coordenador-geral do Programa Brasil Voluntário, do Ministério do Esporte, ressaltou que Brasília vai sediar uma pauta importante de eventos nos próximos anos – como jogos das Olimpíadas de 2016, o Fórum Mundial das Águas, em 2018, e a Universíade, em 2019. “Os voluntários são parte fundamental desses eventos. É com eles o primeiro contato do turista”.

As encarregadas de passar as informações sobre a capital do Brasil foram Mônica Taveira, que ministrou as palestras no sábado, e Eliane de Sá Brasil, responsável pela turma de domingo. Mônica Taveira ressaltou a importância de valorizar a cultura local, feiras e eventos, além da gastronomia. “A feira da Ceilândia, a Chapada Imperial, a marmelada de Luziânia, são ideias que devemos dar aos turistas. Turista gosta do que é local, do que é peculiar” ensina. Segundo a turismóloga, isso facilita a captação de turistas e traz benefícios para a cidade.

Eliane de Sá Brasil também salientou o relevante papel da população local no incentivo ao turismo. “Gostar de nossa casa é o primeiro passo para receber bem quem mora fora”. E receber bem o turista, nem sempre é fácil, pois às vezes eles já vêm como uma imagem negativa – e errada – do local onde visitam. “Bom humor e jogo de cintura são necessários para contornar as situações desagradáveis” sugere.
Murilo Abreu/UnB Agência

SOU VOLUNTÁRIO
Doação é a palavra que pode descrever os voluntários que estiveram presentes no treinamento. Mesmo enfrentando a distância, o sono, e até limitações físicas, eles não se abateram. Luzia Maria não aparentava os 61 anos que tem – 30 deles dedicados ao voluntariado – e era uma das mais animadas. “A socialização que um evento como esse propicia, não tem preço” relata.

Jailson Kallado também não demonstrava qualquer sinal de cansaço ou tédio. Em trajes coloridos, o jornalista é portador de uma má-formação genética, que afetou o desenvolvimento de ambos os braços. “Quero mostrar que o deficiente também quer fazer turismo, também quer lazer, só precisa de condições para isso” desabafa. Kallado é novato como voluntário, mas veterano como jornalista: já cobriu eventos na França e na China.

Além de voluntários do evento, Naiara Rodrigues e Luiz Gustavo Furtado também criaram um blog e um canal no youtube para relatar a experiência do voluntariado. O Diário de um voluntário pretende reunir relatos dos participantes de todo o Brasil. Para isso, eles pedem que enviem vídeos, textos fotos para abastecer o site, que deve ser posto no ar ainda esta semana.
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