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Votações para o DCE começam com pouco movimento na UnB

Quatro chapas disputam a liderança do diretório e quatro concorrem pelas representações discentes

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postado em 14/05/2014 16:55 / atualizado em 14/05/2014 20:29

Bruna Furlani/Esp. CB/DA Press
No primeiro dia das eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e para as Representações Discentes (RD) - que garantem cadeiras nos conselhos superiores - da Universidade de Brasília (UnB), o número de eleitores que já depositaram a cédula nas urnas é considerado baixo. Ainda não há uma apuração, mas na Faculdade de Educação Física (FEF), por exemplo, dos 967 alunos esperados, apenas 41 tinham votado até as 15h, segundo a mesária Lislaine Fideski, 23 anos, aluna do 4º semestre de enfermagem. “O número ainda está bem baixo”, disse. As eleições continuam até quinta-feira (15/5).

Na FEF, o estudante de 8º semestre de educação física Ian da Gama, 21, já fez sua opção. Ele reclama, porém, que não houve muita base para escolher. “A divulgação das chapas, pelo menos na FEF, foi muito fraca. Eles só começaram a passar nas salas na segunda-feira”, relatou. Ian acabou se baseando em panfletos distribuídos em boca de urna para tomar a decisão.

Bruno Martins, 22, aluno do 6º semestre de história, acredita que a eleição de 2014 não vai bater recorde de votos como a do ano passado. "A de 2013 foi uma das maiores da história do DCE. Mas este ano está tumultuado. Os debates foram pragmáticos e não incluíram nas conversas a conjuntura política em que a UnB está inserida. Além disso, a comissão eleitoral também não está muito organizada", disse.

As chapas Aliança pela Liberdade, Bloco na Rua, Manifesta e UnB Aberta para Quebrada concorrem ao DCE. Para as Representações Discentes (RD), as chapas concorrentes são Aliança pela Liberdade, Bloco na Rua, Manifesta e Inversão.

Denúncias
A comissão eleitoral recebeu denúncias sobre urnas que foram abertas para votação sem a presença de testemunhas. A situação teria acontecido na Faculdade de Tecnologia e no câmpus do Gama. Marcus Medeiros, 23 anos, aluno do 6º semestre de administração e membro da comissão eleitoral disse que o boato ainda não foi confirmado. Ele recebeu ainda outra denúncia. “Disseram que um representante de uma chapa foi fazer propaganda para alunos do 3º semestre de medicina hoje, o que é proibido”, conta.

Isabela Ziller, 40, aluna do 4º semestre de história e representante da chapa Aliança pela Liberdade acredita que o clima dessas eleições está complicado. “As chapas de esquerda se uniram contra a Aliança, há uma corrente de ataque. Por isso, temos que fazer um discurso defensivo”, argumentou. Isabela diz ter presenciado uma irregularidade nas eleições. “Uma pessoa da chapa Manifesta ficou próxima a uma urna na FEF, perto do mesário, ultrapassando a linha em que é proibido fazer boca de urna”. Isabella disse que não viu o representante da chapa concorrente adulterando a urna.

O mesário que estava na FEF no momento era Aristóteles Gomes, 23, aluno do 2º semestre de física. “Era para ter dois mesários naquele início da manhã, mas um faltou. Fiquei sozinho na mesa. Essa pessoa integrante da chapa Manifesta ficou próxima a minha mesa observando, mas não fez nada demais”, disse. Segundo Aristóteles, ele não convidou o jovem a ajudá-lo, mesmo com a ausência de um dos mesários. Quando os mesários do outro turno chegaram, às 10h30, a situação foi normalizada.

Antonio Cunha/CB/D.A Press
O causador das reclamações é Marcelo Botelho que nem é estudante da UnB. Mesmo assim, ele é um apoiador da chapa Manifesta. Questionada sobre o motivo de se aproximar da urna, Marcelo se limitou a afirmar que estava apenas fiscalizando e não quis comentar mais o caso. Segundo Jonata Rodrigues, 19, aluno do 5º de semestre ciências sociais e membro da chapa Manifesta, a ação não foi um erro. “A fiscalização é permitida se a pessoa não estiver em campanha”, disse. Segundo o mesário Aristóteles e outras pessoas que estavam no local, porém, Marcelo estava com adesivo da chapa colado na perna nos momentos em que ficou próximo à urna da FEF, o que configura campanha.

Integrante da comissão eleitoral a aluna do 8º semestre de biblioteconomia Shayane Zica afirmou que todas as denúncias vão ser apuradas pela comissão eleitoral depois que as urnas forem lacradas nesta quarta-feira.
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