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Estudantes fazem assembleia na Reitoria

Desde quinta-feira, os jovem ocupam o prédio na UnB e pedem o cancelamento de processos movidos contra participantes de um "catracaço"

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postado em 06/06/2014 13:48 / atualizado em 06/06/2014 17:28

Lucas Vidigal/CB/DA Press
Estudantes e servidores se reuniram em assembleia nessa sexta-feira (6/6), às 12h, no prédio da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB). Os alunos ocupam o gabinete do reitor Ivan Camargo desde quinta-feira à tarde para pedir a remoção dos processos judiciais movidos pela instituição de ensino contra oito estudantes que participaram de um "catracaço" no Restaurante Universitário (RU) no ano passado. Na reunião, manifestantes decidiram continuar o ato.


Além da posição contrária aos processos respondidos pelos manifestantes, intercambistas africanos reclamaram da falta de pagamento e do baixo valor da bolsa de auxílio-estudantil. Outra pauta debatida foi a baixa assistência a estudantes moradores de cidades do Entorno.



Lucas Vidigal/CB/DA Press
Um representante dos funcionários terceirizados reclamou de assédio moral, da demissão de grávidas e criticou a forma como os alunos tratam os servidores. Houve ainda discussão sobre os Happy Hours dentro da universidade. Os terceirizados reclamam do acúmulo de sujeira após as festas.


A assembleia foi pacífica. Porém, houve discussões acaloradas entre representantes de diversos coletivos e movimentos sociais ligados à Universidade, além de repúdio à atual gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE), que se posicou de forma contrária à manifestação.

Lucas Vidigal/CB/DA Press
Um dos pontos de maior discordância foi a continuidade da ocupação. Alguns estudantes acreditam que a manutenção do movimento é a melhor forma de pressionar a Reitoria. Porém, outros manifestantes alegam que a baixa participação de outros alunos enfraquece a ocupação. "Em fim de semestre, é difícil que estudantes apareçam nos protestos porque têm muita prova e seminário para fazer", crê Luth Laporta, 21 anos, estudante do 6º semestre de serviço social e representante da Assembleia Nacional de Estudantes (Anel). Mesmo assim, aqueles que defendem a saída dos manifestantes da Reitoria reiteram apoio à ocupação como forma de pressão. "Só por termos vindo aqui já é uma resposta ao reitor. Queremos mostrar que não é processando manifestantes que vão parar os movimentos", acrescenta Laporta.

 

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