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Professores e servidores pedem paz na UnB

Ato ocorre na manhã desta segunda-feira com cerca de 300 pessoas

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postado em 09/06/2014 11:05 / atualizado em 09/06/2014 17:37

Jamile Racanicci/Esp. CB/D.A Press
A Reitoria da Universidade de Brasília (UnB) está ocupada desde a última quinta-feira (5/6) num clima que, segundo o reitor da instituição de ensino, Ivan Camargo, é de “guerra civil”. Contra essa situação, servidores e professores fazem, na manhã desta segunda-feira (9/6), um ato para pedir paz. A ação “Democracia contra a violência” repudia a invasão do gabinete do reitor e começou as 10h com cerca de 300 pessoas, segundo o coordenador-geral da Secretaria de Comunicação (Secom/UnB), Fernando Molina.

Os participantes vieram vestidos de branco. Em frente ao prédio da Reitoria, o grupo se reúne com lanches e ao som de um conjunto de choro formado por alunos do Departamento de Música. O reitor, Ivan Camargo, explicou o motivo da mobilização. “Nossa manifestação é pela democracia e contra a violência. A universidade é um local para ciência, cultura e arte”, disse. Questionado a alegação dos alunos que ocupam a reitoria que dizem que a UnB “criminaliza o movimento estudantil”, o reitor disse que isso não procede. “Não há possibilidade de a Reitoria criminalizar o movimento estudantil. Mas não podemos passar a conta do que foi quebrado para o povo brasileiro por meio dos impostos. Quem danificou o patrimônio público deve assumir a responsabilidade e pagar”.

A professora do Instituto de Psicologia Goiara Castilho lamenta a ocupação. “A universidade tem que dar um exemplo de cidadania. Existem divergências, mas eu sou absolutamente contrária a qualquer manifestação com quebra-quebra, com intolerância de uma parte ou de outra”. Marta Teixeira, técnica-administrativa do Decanato de Administração, também é contra a ocupação. “Essa ocupação é lastimável. Tudo tem que ter discussão, mas eles partiram para a agressão”, critica.

Para o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) João Kart, 20 anos, aluno do 3º semestre de ciências sociais, o grupo que ocupa a reitoria não representa a comunidade acadêmica. “O DCE é contra a ocupação, mas eles são a favor das pautas iniciais da ocupação: é inviável cobrar R$ 29 mil de estudantes envolvidos no catracaço, que são beneficiados pela assistência estudantil. O DCE apoiou a pauta (a remoção dos processos), mas não apoiou a violência. Nem mesmo os envolvidos apoiam: dos oito processados, seis eram contra a ocupação. Esse é um pequeno grupo radical de esquerda que não representa a comunidade, mas que está manchando o nome dos alunos”, finalizou.

Um dos estudantes que ocupa o gabinete do reitor e que não quis se identificar disse que o manifesto é legítimo. "Todo injustiçado tem direito de lutar por seus direitos. Os estudantes da assistência não têm como comer e nem morar com dignidade. Os direitos de assistência e permanência são ignorados", disse.

Jamile Racanicci/Esp. CB/D.A Press
Entenda o caso
A ocupação da Reitoria por um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB) já dura cinco dias. Depois de uma reunião com o reitor, Ivan Camargo, alunos insatisfeitos se recusaram a deixar o gabinete do reitor. Eles querem que a instituição de ensino suspenda os processos judiciais que move contra oito universitários que, no ano passado, participaram de um catracaço no Restaurante Universitário (RU) - a multa que eles teriam que pagar seria de R$ 29 mil pelos prejuízos. O reitor por sua vez afirma que os processos não serão retirados e que os danos à universidade devem ser pagos.
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