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Correio Braziliense

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Alunos desocuparão Reitoria da UnB se carta de intenções for assinada

Eles pedem carta de intenções garantido novas investigações sobre o catracaço. Assembleia Geral dos Estudantes começou às 12h40 e terminou às 15h20

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postado em 10/06/2014 14:12 / atualizado em 11/06/2014 10:55

Jamile Racanicci/ESP.CB/D.A Press
Entre 12h40 e 15h20, cerca de 200 alunos estiveram reunidos no Salão de Atos da Reitoria da Universidade de Brasília (UnB) para uma Assembleia Geral dos Estudantes. O encontro discutiu o futuro da ocupação. Depois de informes e votação, o grupo deliberou que a desocupação seja feita, desde que o reitor Ivan Camargo assine uma carta de intenções para garantir que novas investigações sejam feitas sobre os processos do catracaço e dos happy hours.

O professor do Departamento de Filosofia Ebenezer Nogueira representa os alunos e está em contato com o reitor para negociar a assinatura da carta. Segundo o grupo, o reitor, a princípio, teria se negado a assinar a o documento enquanto a Reitoria ainda estivesse ocupada. O defensor público federal Heverton Gisclan Neves da Silva, que participou da assembleia, afirmou que o reitor não precisaria assinar a carta porque a própria Defensoria Pública da União garantiria o cumprimento das decisões. Posteriormente, o reitor Ivan Camargo teria afirmado ao grupo que assinaria a carta. O reitor está reunido com o Conselho Diretor da Reitoria para decidir se vai assinar ou não a carta.

Os alunos redigiram a carta de intenções o e o professor Ebenezer Nogueira deve levar o documento ao reitor, na sala dele na Faculdade de Tecnologia (FT), para que seja assinado. O texto pede que os processos existentes sejam trancados e que novas investigações sejam feitas sobre o catracaço e sobre os happy h ours com a presença da DPU. O texto diz ainda que umna reunião deve ser feita, até 20 de junho, para tratar da remoção dos Centros Acadêmicos (CAs) do Instituto Central de Ciências (ICC).

O grupo ameaçou ainda fazer um novo catracaço nesta quarta-feira (11/6) para defender a entrada no Restaurante Universitário (RU) sem pagar pela refeição como "modo legítimo de luta", mas depois mudou de ideia. A proposta veio do Centro Acadêmico de Filosofia e, caso o catracaço aconteça, será desvinculado do movimento da ocupação.

Jamile Racanicci/ESP.CB/D.A Press

Medidas da DPU
Na manhã desta terça-feira (10/6), o reitor da UnB, Ivan Camargo, se reuniu com o defensor público federal Heverton Gisclan Neves da Silva no prédio do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT/UnB). A reunião entre a Defensoria Pública da União (DPU) e a administração da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) decidiu que o processo contra os oito alunos que participaram do catracaço — protesto feito por alunos no Restaurante Universitário (RU) em 2013 —, deve ser extinto.

Será aberta nova sindicância, não para apontar culpados, mas sim para levantar possíveis responsáveis por atos isolados - se houver provas contundentes - e para apurar os danos causados. Segundo o Conselho de Administração da UnB (CAD), o processo não sairia da instância administrativa, ou seja, não seria julgado.

O reitor e o defensor público decidiram que serão investigados novamente os processos que envolvem o catracaço, os happy hours e a ocupação da reitoria. Em 20 de junho, será feita nova reunião entre a Reitoria da UnB e a Defensoria Pública da União sobre a garantia de espaços dos Centros Acadêmicos (CAs) no Instituto Central de Ciências (ICC) no câmpus Darcy Ribeiro - já que há um projeto que pretende remover os CAs do local.

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