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Rankings universitários e percepção sobre ensino superior em pauta

No 3º Encontro Internacional de Reitores Universia, reitora da Universidade de Arveiros critica classificação de instituições e reitor da USP atribui perda de posto de melhor da América Latina à falta de consistência de avaliações

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postado em 29/07/2014 09:45 / atualizado em 29/07/2014 10:11

Ana Paula Lisboa

O 3º Encontro Internacional de Reitores Universia começou na última segunda-feira (28) e continua até esta terça (29) no Riocentro, no Rio de Janeiro, com a presença de mais de mil reitores de universidades de mais de 40 países de cinco continentes. Além do tema central do evento (“A universidade do século 21: uma reflexão a partir da Ibero-América”), outros assuntos norteiam as conversas do evento.

Durante debate sobre "A universidade hoje: Como nos veem? Como nos vemos?", María Helena Nazaré, reitora da Universidade de Aveiros, em Portugal, criticou a forma como as universidades são avaliadas atualmente. "Estamos no mundo dos rankings, que possuem defeitos e que não conseguem, por exemplo, medir arte, cultura e humanidades. Mas eles são usados como prova da qualidade de uma universidade", reclamou.

A reitora comparou a elaboração de rankings universitários a "homens cegos tentando descrever um animal que nunca viram". Ela acredita que o primeiro passo para que as universidades e a sociedade possam ter uma visão correta do sistema universitário começa por uma mudança nesse sentido.

USP em ranking
Em conversa com jornalistas, o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, também falou sobre a consistência de rankings universitários. Ele atribuiu a queda da USP no Quacquarelli Symonds University Rankings - em maio, quando a instituição perdeu o posto de melhor da America Latina para a PUC-Chile - a isso. "A primeira razão recai sobre a própria consistência do ranking, que, a cada ano, usa critérios diferentes não muito definidos", argumentou.

"Não é um jogo ou competição. Fica difícil comparar duas instituições de dimensões tão diferentes: enquanto a USP oferece ensino gratuito para 25 mil alunos, a PUC-Chile fica num país de ensino secundário de melhor qualidade (o que gera um nível maior nos ingressantes) e oferece ensino restrito para 9 mil estudantes", finalizou.

Programação
Na tarde de segunda-feira (28), houve debates simultâneos sobre as seguintes temáticas:
- A universidade hoje: Como nos veem? Como nos vemos?
- A universidade e os estudante: As nossas universidades respondem às necessidades dos estudantes?
- Qualidade e renovação do ensino: Investigação, inovação e transferência respondem às necessidades sociais?
- Investigação, inovação e transferência: É possível um salto adiante?
- Universidade e o entorno social: Como podemos contribuir para o desenvolvimento de nossas sociedades?

Nesta terça-feira (29), as discussões serão sobre:
- A Universidade e os professores: Do que os professores precisam? Que professores precisamos?
- Organização, governo e financiamento: Em que devemos mudar?
- A Universidade e as TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação): Até que ponto obrigam a nos reinventarmos?
- Universidade, sociedade e meio ambiente: Estamos comprometidos com o nosso tempo?
- Internacionalização: Quais metas? Qual ritmo? Com que estratégias?

É possível conferir a programação ao vivo pelo site (universiario2014.com).
*A jornalista viajou a convite da Universia

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