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Reitores do DF marcam presença em encontro no Rio de Janeiro

Representantes da UnB, do Uniceub, do Iesb e da Unip são alguns dos convidados para debates sobre futuro das universidades

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postado em 29/07/2014 16:00 / atualizado em 29/07/2014 17:01

Ana Paula Lisboa

Além das maiores e mais tradicionais instituições de ensino superior do mundo, a região da capital federal também foi representada no 3º Encontro Internacional de Reitores Universia, sediado no Rio de Janeiro, entre segunda e terça-feira (28 e 29). Confira conversas com quatro dirigentes.

Ivan Camargo, reitor da Universidade de Brasília (UnB)
Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press

A maior autoridade da UnB busca construir relacionamentos e ouvir outras experiências no encontro de reitores. A internacionalização, uma das grandes temáticas do evento, é almejada por Camargo. "A UnB tem muitas parcerias com instituições de fora - e até facilidade para fechar convênios por estarmos localizados na cidade das embaixadas. Essas parcerias com instituições estrangeiras, no entanto, não significam internacionalização", lamentou.

Para o reitor, o inglês ainda é uma grande barreira na UnB. "Para você ter uma ideia, não temos nenhuma disciplina ministrada em inglês na Universidade de Brasília, enquanto, em outras universidades, quando há um aluno estrangeiro na sala, o curso é dado em inglês sem qualquer dificuldade", compara. Ele acredita que o contato com professores de universidades parceiras e pesquisas conjuntas devem ser aprofundados.

Ele comenta o  fato  de a Universidade de Brasília ter passado por um momento conturbado, com a invasão da reitoria. "É preciso tentar entender os estudantes e saber o que eles querem, o que é uma grande dificuldade. O problema está em grupos isolados, que não representam todo o corpo discente. No momento, com Copa e férias, os ânimos estão mais calmos, mas a violência é inaceitável. Temos um projeto de segurança para impedir que situações assim aconteçam novamente. Em nenhum lugar do mundo, ocupações são vistas como aceitáveis, com exceção  do Brasil."

Getúlio Américo Moreira Lopes, reitor do Centro Universitário de Brasília (Uniceub)
Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press

Getulio vê, no encontro de reitores, a chance de ricas trocas. "Aqui, conhecemos muita gente de diversas universidades. Ocorre uma troca de conhecimento muito grande e até a formação de parcerias", comentou. Para o reitor, um dos grandes desafios das instituições de ensino superior, atualmente, é cultivar os jovens. "É preciso ter uma preocupação em fazer o jovem se interessar pelo conhecimento. Os jovens se adiantaram muito com a tecnologia, e há trocas muito recentes. Precisamos avançar e nos desenvolver para alcançá-los".

Eda Coutinho, reitora do Instituto de Educação Superior de Brasilia (Iesb)

Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press

Segundo a dirigente, o evento é uma oportunidade de ouvir referências na área de todo o mundo e conhecer o que eles colocam em prática. "No papel, tudo é muito bonito, por isso, é preciso saber o que é feito de fato nas universidades de ponta." Membro da Associação Internacional de Presidentes de Universidades (Iaup, na sigla em inglês), Eda defende a reflexão em momentos como esse. "Esses encontros são muito provocativos e nos levam à reflexão sobre o papel das universidades. Assim, repensamos nossa direção. É o maior mérito do evento, além de possibilitar o networking", disse.

Para Eda, a internacionalização das instituições de ensino deve ser baseada no corpo discente. "Professores que têm experiência internacional, muitas vezes, não estão abertos a mudanças e não transmitem o conhecimento adquirido aos alunos. Enquanto, nos estudantes, o reflexo de uma experiência internacional é nítido. Para eles, o impacto é maior: o estudante muda e vai querer introduzir mudanças na sociedade", disse acompanhada do filho Edson Machado, 28 anos, que cursa PHD em administração universitária na Penn State University e que foi definido pela mãe como o "futuro reitor do Iesb".

Yugo Okida, reitor do Centro Universitário Planalto (Uniplan) e vice-reitor de pós-graduação da Universidade Paulista (Unip) no DF
Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press

"Não podemos ficar numa ilha. No ramo de produção de conhecimento, o contato com outras experiências é muito saudável", disse sobre o encontro de reitores. Para Okida, a oportunidade de fazer contatos que abrem portas para a internacionalização das instituições é outro grande ganho.

* A jornalista viajou a convite da Universia
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