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Futuros líderes se reúnem em Brasília

Universitários interessados em política internacional simulam reuniões da ONU

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postado em 09/08/2014 08:00

Jamile Racanicci/Esp. CB/D.A Press
Por meio do Modelo das Nações Unidas das Américas (Amun), 160 universitários de seis países se reuniram em Brasília a fim de simular, em inglês, reuniões de comitês da Organização das Nações Unidas (ONU). Interessados principalmente nas carreiras de relações internacionais, direito e ciência política, os estudantes praticam diplomacia e negociação ao reproduzir reuniões entre representantes dos estados para propor resoluções pacíficas para conflitos globais. Coordenado por 70 estudantes da Universidade de Brasília (UnB), o evento foi encerrado ontem. No total, houve sete comitês, como o G20, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (UNSC) e a Organização para a Cooperação Islâmica (OIC). As reuniões foram realizadas no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB). Taba Pabetha, 20 anos, veio da Indonésia para participar da Organização da Cooperação Islâmica como representante dos Emirados Árabes Unidos. Estudante do 3º semestre de direito da Universidade Gadjah Mada Taba conta que veio ao Brasil pela primeira vez porque a simulação seria importante para seu currículo. %u201CFoi bom para praticar meu inglês, entender melhor assuntos internacionais e aprender a falar em público. Quero ser diplomata e ganhei bastante experiência aqui%u201D, explica. Já Fernando Márquez, 21, é mexicano e veio da Autônoma Universidade da Baixa Califórnia para fazer um intercâmbio na UnB. No 4º semestre de relações internacionais, Fernando participou do Amun como representante do México no Conselho de Direitos Humanos. O universitário já participou de seis modelos para praticar técnicas de negociação. De tão bem sucedido, foi premiado como melhor delegado em uma das simulações. %u201CDesde que entrei na universidade, sempre procurei participar de modelos da ONU. Quero trabalhar como pesquisador para organismos internacionais, e eventos como esse são muito importantes%u201D, esclarece.
Jamile Racanicci/Esp. CB/D.A Press
A venezuelana Carla Monteiro, 18, mudou-se para o Brasil em outubro de 2013 e está no 2º semestre de relações internacionais no UniCEUB. No Amun, Carla representa a Venezuela no Conselho de Direitos Humanos e aprendeu que, na diplomacia, os interesses dos países representados nem sempre condizem com as aspirações dos delegados. %u201CÀs vezes você representa coisas em que não acredita. Também aprendi como dialogar e até manipular algumas vezes, para garantir a paz entre os países%u201D, Além de estudantes estrangeiros, brasileiros de 8 estados também compareceram ao Amun. A recifense Stéphanie Moura, 17, estudante do 2º semestre de ciência política na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), representa a Coreia do Sul no G20. %u201CÉ muito bom participar porque executamos na prática a dinâmica que aprendemos na faculdade%u201D, explica. Saphíria Shimizu, 18, está no 3º semestre de relações internacionais na UnB e concorda com a colega. %u201CA gente não tem uma matéria sobre conferências, e simular é um jeito muito bom de ver o futuro da profissão%u201D, conta. Para que os estudantes conheçam melhor a profissão de diplomata, o embaixador do Brasil na ONU e ex-ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, deu uma palestra na tarde de ontem no Amun a respeito do papel do Brasil como agente negociador pela diplomacia na história das relações internacionais. Além de elogiar a atuação do Brasil, o embaixador citou eventos marcantes como o Congresso de Viena, e a primeira e a segunda guerra mundial.
Jamile Racanicci/Esp. CB/D.A Press
Renata Vieira Lourenço, 21, está no 8º semestre de relações internacionais na UnB e participa do Amun como repórter do jornal da simulação. Segundo ela, a palestra foi inspiradora para quem se interessa por política internacional. %u201CÉ muito legal ouvir uma pessoa tão relevante para a política externa brasileira, que disse gostar muito de falar com os jovens, porque, segundo ele, a carreira dele está acabando mas a nossa, só começando%u201D, enfatiza Renata. Organização Além de participar como delegados, os universitários também podem integrar a organização do Amun para ter experiência na condução de debates, na preparação dos temas dos comitês e na produção de artigo científico. Juliana Cintra, 23, é formanda de relações internacionais na UnB e diretora da Comissão sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal (CCPCJ) e participa de simulações para aprofundar seu conhecimento. %u201CEsse tema me interessa muito desde o início do curso. Organizar uma comissão ao lado de universitários tão preparados quanto eu me ajuda a ter novas informações%u201D, explica. Edgard Vieira, 20, e Lucas Baggi, 19, são colegas do 4º semestre de relações internacionais na UnB e diretores-assistentes do G20. Aluno de iniciação científica, Edgard participa do modelo para melhorar sua pesquisa. %u201CO meu estudo é sobre a participação do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no G20, e a simulação é ótima para entender como funcionam as reuniões%u201D, explica. Para Lucas, o atrativo da simulação é conhecer pessoas do Brasil todo e de outros países. Saiba mais O Modelo das Nações Unidas das Américas (Amun) é a primeira simulação da ONU estabelecida na América Latina. Organizado por universitários, o modelo surgiu em 1997 e está em sua 17ª edição e proporciona a estudantes de graduação experiência em diplomacia e política internacional.
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