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Feira gera adoção de 72 cães e gatos

Evento foi organizado por estudantes do UniCEUB nesta sexta-feira (24)

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postado em 24/10/2014 18:14 / atualizado em 24/10/2014 18:37

Jamile Racanicci / Esp. CB / D.A Press
No câmpus da Asa Norte do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), nesta sexta-feira (24), visitantes puderam brincar com gatos e cachorros de diferentes idades e, caso se afeiçoassem por algum bichinho em particular, poderiam adotar. Abandonados por antigos donos, os 100 animais foram reunidos na feira de adoção pelo projeto Adote um Bichinho, realizado por estudantes do 6º semestre de publicidade e propaganda do UniCEUB. Em parceria com cinco organizações não governamentais (ONGs) e protetores independentes de animais, o projeto dos alunos proporciona uma nova oportunidade para cães e gatos encontrarem um lar.

Hoje foi o dia de sorte da gata filhote adotada pela estudante Bruna Reis, de 17 anos. Com o aval da mãe, Bruna levou o bichinho para morar com a família em um apartamento. A gata ainda não tem nome, mas a dona promete cuidar dela direitinho. “Tem muito tempo que eu quero um gato. É bem melhor adotar que comprar, porque tem muitos precisando de ajuda”, conta Bruna. Para ela, outra vantagem da adoção é a ausência de custo para adquirir o animal. “Prefiro adotar porque comprar é muito caro”.

Além de adotar animais, visitantes também doaram sacos de ração e outros itens úteis aos pets. Regina e Clarice Freitas, mãe e filha, de 60 e 26 anos, costumam frequentar feiras de adoção para ficar em contato com animais e ajudar com doações. No último domingo (19), a cachorra da família faleceu e sobraram sacos de ração para cerca de um mês. “Íamos perder vários sacos de ração, até coleiras dela, que estavam guardados em casa. A gente trouxe tudo para o pessoal aproveitar”, explica Clarice.

Jamile Racanicci / Esp. CB / D.A Press
Regina também gosta de frequentar feiras de animais devido à proximidade com os bichinhos. “Hoje a gente também veio para matar a saudade da nossa cachorrinha, ela era muito próxima de nós”, explica. A família segue perfis de ONGs no Facebook e costuma visitar exposições com frequência. “Ainda não estamos preparadas para ter outro cachorro, mas no futuro podemos pensar nisso novamente”, conta Regina.

Em busca de um companheiro animal, o programador Yuri Guzon, de 23 anos, não perdeu a oportunidade de ir à feira. “Sempre quis ter um cachorro e acho admirável a atitude dos alunos. Com a feira, eles dão uma chance para cães e gatos acharem um lar”, avalia. Ao conhecer feiras de adoção, Yuri desistiu de comprar cachorros com pedigree. “Eu até cogitei pagar por um animal de raça, mas mudei de opinião. Prefiro pegar esses cachorros que precisam tanto de ajuda”, explica. Indeciso sobre a decisão de adotar, Yuri diz que a tentação é grande. “Eu moro em um apartamento, não sei se o ambiente é propício para cuidar de um cachorro como ele merece. Preciso pensar bem e ter certeza de que posso me dedicar a ele”, relata.

Jamile Racanicci / Esp. CB / D.A Press
Organização

Além de beneficiar cães e gatos, a feira oferece oportunidade de crescimento para os 45 universitários e os 20 voluntários que participam da organização. Os estudantes participam como atividade obrigatória da disciplina de Atendimento e Planejamento de Campanha, ministrada pela professora Andréa Cordeiro no 6º semestre do curso de publicidade e propaganda. Porém, a participação não é restrita. Qualquer pessoa que entrar em contato com a turma pode participar como voluntário, pelo prazer de ajudar com a causa da proteção aos animais.

Com a orientação da professora Andréa, os estudantes da turma se organizaram em seis áreas de atuação para realizar o projeto: atendimento, criação, mídia, produção, prospecção de patrocínio e fotografia. Cada área foi coordenada por um estudante, que liderou o trabalho dos demais colegas e solicitou ajuda de voluntários quando necessário. A estudante Marcela Maestrali, 20, foi escolhida como gerente da feira e liderou a equipe como um todo, ao lado da professora Andréa.

Segundo Marcela, organizar o projeto Adote um Bichinho é um diferencial no currículo e chance importante de conhecer melhor as exigências do mercado de trabalho na área de publicidade. “Para nós, é importante saber lidar com eventos. E a chance de errar na faculdade para acertar depois de formar é muito importante. Aqui, conhecemos todos os passos e aprendemos a trabalhar em equipe”, explica.

Jamile Racanicci / Esp. CB / D.A Press
O líder da equipe de produção e supervisor do evento, Mateus Zakarewicz, 20, conta que, juntos, os colegas aprenderam a trabalhar em equipe e a gerir o talento de cada membro. “Passamos seis semestres juntos, mas nunca trabalhamos todos em um único projeto. Tivemos muita confusão na turma e aprendemos a lidar com isso, separando a razão da emoção”, ressalta.

Alice Guimarães, 22, liderou a equipe de atendimento e estruturou a parceria com ONGs e protetores independentes de animais. Segundo ela, os mais novos são adotados mais rapidamente e, embora tenham menos chances de serem adotados, os mais velhos também podem conseguir um lar. “As pessoas acham que não tem como educar tanto os adultos, mas eles também são muito dóceis. Os cachorros só querem atenção. Eles pulam em você, abraçam, beijam, são muito carinhosos”, relata.

A protetora independente de animais Inês Portela ressalta que maus tratos, abandono e até assassinato de animais são crime. “Os protetores fazem de tudo para ajudar os animais. Levam para casa, encontram adotantes, tudo o que dá. Mas se o governo não educar a sociedade para a causa ambiental e humanitária, a gente nunca vai dar conta”, reclama.
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