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Idiomas sem Fronteiras chegará a todas as universidades federais neste ano

MEC prevê universalização do programa até o segundo semestre de 2015

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postado em 27/03/2015 17:51 / atualizado em 27/03/2015 17:59

Portal MEC

Até o segundo semestre deste ano todas as 63 universidades públicas da rede federal ofertarão cursos de inglês pelo Programa Idiomas sem Fronteiras (IsF). Instituído pela Portaria nº 973, de 14 de novembro de 2014, o IsF teve início em 43 instituições de educação superior e a previsão é de que as outras 20 que integram a rede federal começam a oferecer, a partir de maio, cursos presenciais de inglês.

O Programa Idiomas sem Fronteiras tem como principal objetivo oferecer oportunidades a estudantes da graduação e da pós-graduação em programas de internacionalização acadêmica, seja por intercâmbio como bolsista do Ciência sem Fronteiras (CsF) ou por outras iniciativas de mobilidade estudantil. Por enquanto, os núcleos de línguas estrangeiras das universidades federais oferecem vagas para aulas presenciais somente na modalidade inglês.

Para 2016, está prevista a oferta de cursos presenciais em francês e outras línguas estrangeiras. Na versão on-line, porém, os estudantes podem cumprir atualmente módulos em inglês ou francês. Simone Sarmento, vice-presidente do IsF–Inglês, explica que tanto o curso on-line quanto o presencial são ofertados gratuitamente para os estudantes e os servidores públicos das universidades.

No balanço até o mês de março, 61.947 vagas já contavam com inscritos em cursos presenciais de inglês e 714.999 na plataforma virtual do My English Online (MEO). “Os cursos presenciais são voltados para a internacionalização, tanto para alunos que vão participar de intercâmbio para o exterior, quanto para servidores que vão trabalhar com estudantes estrangeiros”, explica a professora Sarmento.

Em razão disso, os alunos que se candidatam aos cursos presenciais do IsF precisam ter, pelo menos, o nível intermediário em língua inglesa. “Para aqueles que estão nos níveis mais iniciais, sugerimos que procurem o My English Online ou façam cursos de inglês ofertados pelo núcleo de línguas da própria universidade em que estudam”, esclarece. Esses cursos são, geralmente, subsidiados pela instituição.

Para saber o nível de proficiência em inglês, o programa IsF permite que estudantes e servidores das universidades federais inscritos na plataforma online do programa realizem, gratuitamente, o TOEFL ITP. A partir de maio deste ano, esse exame passará a ser obrigatório aos candidatos que planejam frequentar aulas de inglês na modalidade presencial.

Desde 2013, a Universidade de Brasília (UnB) participa do Programa Idiomas sem Fronteiras. No ano passado 7 mil testes TOEFL foram realizados por estudantes, e neste mês de março mais mil testes foram aplicados. Na última quinta-feira, 26 de março, três estudantes estrangeiros que participam como assistentes do programa na UnB distribuíram folhetos na entrada norte do Instituto Central de Ciências (ICC Norte) no intervalo para o almoço, das 12h às 14h. A estratégia foi divulgar para a comunidade as oportunidades de praticar inglês gratuitamente.

“Temos notado que os estudantes que fizeram o TOEFL até agora têm desempenho alto e não se interessam pelas aulas presenciais porque já estão prontos para os programas de internacionalização. Queremos que outros alunos conheçam e façam o teste, e se inscrevam nas aulas presenciais”, explica o coordenador-geral do IsF na UnB, Virgílio Almeida.

Atualmente, cerca de 360 alunos participam de variados cursos presenciais. “Temos cursos que priorizam a conversação, que permitem praticar a língua por meio de música, de seriados e filmes, e outros que são preparatórios para o próprio TOEFL”, exemplifica o professor Virgílio. Matheus Veleci, 20 anos, é aluno do quinto semestre de engenharia da computação e, depois de cumprir etapas do My English Online, investe agora nas aulas presenciais para o Teste TOEFL.

“Temos professores de qualidade e a comodidade de poder aperfeiçoar o inglês sem sair da nossa própria universidade”, diz o estudante, que busca um bom resultado no TOEFL para se candidatar ao Programa Ciência sem Fronteiras e realizar o sonho de cumprir parte da graduação no exterior. “É uma oportunidade e tanto porque o TOEFL é um teste caríssimo no mercado e podemos fazê-lo de graça por meio do programa”, acrescenta Matheus.

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