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Tarado da UnB ataca jovem

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postado em 08/05/2015 10:20 / atualizado em 08/05/2015 10:21

Bernardo Bittar /

A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) prendeu Renato Pereira dos Santos, 22 anos, conhecido como Renatinho, pela sexta vez. Segundo a investigação, o morador de rua, conhecido por abordar mulheres na Universidade de Brasília e mostrar as partes íntimas, tentou matar uma jovem de 19 anos na 406 Norte, na noite de quarta-feira. De acordo com o delegado Laércio Rossetto, trata-se do primeiro caso em Brasília de tentativa de feminicídio (veja O que diz a lei), modalidade de crime prevista em lei desde março deste ano. Se condenado, Renato pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

Três amigas estavam sentadas no Bloco A da 406 Norte, por volta das 23h de quarta-feira, quando Renato as abordou, pedindo um cigarro. Como ele já estava fumando, elas negaram. O morador de rua, que desde o momento em que puxou conversa estava com uma pedra escondida nas costas, atingiu a cabeça de uma das jovens, fazendo com que ela entrasse em choque. Percebendo que a estudante estava imóvel, ele pegou uma faca na cintura e tentou matá-la, mas ela foi puxada pelas amigas, que conseguiram fugir, gritando, pedindo socorro.

A vítima foi encaminhada para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAn) e levou nove pontos na cabeça. Ontem, prestou queixa na 2ª DP. De lá, saíram 14 policiais em busca de Renatinho. Ele foi encontrado no fim da tarde de ontem em uma padaria na 407 Norte. Preso em flagrante, não tentou reagir. “Sempre suspeitei que o Renato aprontaria coisa grande. Se ele ficar solto, a sociedade corre perigo”, afirmou o delegado-chefe da unidade, Laércio Rossetto.

Juliana falou com a imprensa durante a noite de ontem, e disse estar perplexa com a situação. “Não entendi o motivo do ataque. Não fizemos nada. Me senti violentada. E cheguei a perguntar para ele o motivo daquilo”, comentou.

De acordo com a polícia, Renato demonstra um comportamento em série: normalmente, ele tinha interesse sexual pelas vítimas, depois as ofendia ou agredia, e, por fim, tentava matar. “Isso demonstra claro desrespeito pela mulher. É, sem dúvida, um exemplo de feminicídio. O primeiro do DF”, explicou o delegado Rossetto.

O que diz a lei
A presidente da República, Dilma Roussef, sancionou a Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, criando o crime de feminicídio, tipo de homicídio que ocorre quando o autor demonstra desprezo e discriminação contra a mulher, mas também abrange violência doméstica ou familiar. A pena é aumentada em um terço até a metade se o crime for praticado durante a gestação ou nos três meses posteriores ao parto; contra menor de 14 anos, maior de 60 ou com deficiência; na presença de descendente ou de ascendente da vítima.

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