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UnB recebe a primeira Parada do Orgulho LGBT nesta quarta (24)

Evento é organizado pela comunidade LGBT da universidade com apoio da Diretoria da Diversidade da Universidade de Brasília

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postado em 24/06/2015 12:42 / atualizado em 24/06/2015 17:59

Cerca de 400 pessoas participaram da primeira Parada do Orgulho LGBT da Universidade de Brasília (UnB) nesta quarta-feira (24) . A iniciativa foi da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), a convite da Diretoria da Diversidade da Universidade de Brasília (DIV), órgão vinculado ao Decanato de Assuntos Comunitários (DAC). O evento começou às 12h no teatro de arena do câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, e teve apresentações artísticas e musicais, além de debate e eleição da Comissão de Gestão e Monitoramento do Programa de Combate à LGBTfobia da UnB.

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press

Segundo um dos organizadores do evento, o estudante de sociologia Pedro Magalhães, 20 anos, o objetivo da parada é retomar as atividades da Comissão de Combate à Homofobia, que foi criada em 2012, mas acabou não sendo efetivada. “É preciso romper com a ideia de que a universidade vive numa bolha. Já aconteceram vários episódios de homofobia na UnB. Precisamos mostrar que estamos aqui”, defende.

 

 
A programação começou com apresentação do grupo musical Comboio Percursivo no teatro de arena. Depois, os estudantes seguiram pelos corredores do Instituto Central de Ciências (ICC) até o Restaurante Universitário (RU) cantando “eu beijo homem, beijo mulher, tenho direito de beijar quem eu quiser” e “pula, sai do chão, quem é contra a opressão”. Depois da passeata os participantes foram ao Anfiteatro 10, onde foram realizadas as demais atividades.

 

“Vim para o evento porque acho importante a representatividade", diz o estudante de história Mateus Siqueira, 19 anos. "A gente está vivendo um momento político preocupante para minorias, estamos sendo muito perseguidos e precisamos ter visibilidade”, opina.  

 

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press

O estudante de geografia Ruan Ítalo, 19 anos, conta que já foi vítima de homofobia na universidade: "Eu estava vestindo uma saia. Um grupo esperou eu passar, ficou em silêncio e depois caiu na gargalhada. Isso me assustou um pouco, porque esperava ter mais visibilidade na universidade".

 

Claudia Soares, 21 anos, atualmente estuda pedagogia já sofreu com lesbofobia: "Quando cursava ciência contábeis, fui agredida verbalmente por colegas por ser lésbica. Já fui em happy hours na UnB com minha namorada em que homens ficavam tentando entrar no meio e perguntando se poderiam participar".

 

"Sou hétero e simpatizo com a causa, porque tenho amigos gays e bissexuais que são marginalizados. É desnecessário ficar colocando as pessoas em caixinhas", afirma Rodrigo Ruperto, estudante de história, 19 anos. 

 

Confira a programação:

 

Divulgação
 

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