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Medicina

Hospital do Paraná desenvolve novo medicamento para artrite

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postado em 24/06/2015 12:45

Portal MEC

Um estudo sobre a artrite reumatoide, doença crônica autoimune, foi realizado com a participação de pesquisador do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), além de outros três centros de estudos do Brasil.

Sebastião Cezar Radominski, chefe da especialidade de reumatologia do CHC e professor da UFPR, vem pesquisando um novo medicamento para a artrite reumatoide no Centro de Estudos em Reumatologia desde 2005.

 

“A pesquisa desenvolveu um medicamento inovador, de uma nova classe terapêutica (anti-JAK3), o tofacitinibe, que age bloqueando a sinalização para a inflamação agora dentro do núcleo das células, reduzindo a progressão da doença e impedindo a destruição articular”, diz Radominski. Segundo ele, cerca de 80 pacientes participaram dos estudos clínicos de fases 2 e 3. A maioria está ainda nos estudos de extensão em longo prazo no centro de estudos.

 

Com perfil de segurança e eficácia semelhantes aos imunobiológicos, que são administrados de forma injetável em instituições de saúde, esse novo fármaco pode ser usado por via oral, tornando o procedimento economicamente muito mais viável.

Após estudos de fase 3, o medicamento foi aprovado, em 2012, pelo Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e, no fim de 2014, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, está disponível para uso no Brasil, desde maio último, por intermédio de planos de saúde e vendas em farmácia, sob prescrição médica. No momento, aguarda incorporação na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em toda a rede pública. A partir das pesquisas de Radominski, o Ministério da Saúde incorporou os medicamentos abatacepte, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe contra a artrite reumatoide na tabela do SUS, em 2013.

 

Autoimune – A artrite reumatoide leva à inflamação e à destruição das articulações em médio e longo prazo. Se não for tratada em suas fases iniciais, pode acarretar deformidades irreversíveis. É uma das maiores causas de incapacidade, especialmente em mulheres adultas jovens, com impacto na qualidade de vida. É também um dos principais motivos de próteses articulares totais nessa faixa etária, além de provocar o aparecimento de osteoporose precoce, especialmente por uso crônico de corticoides.

 

Embora esse mal não tenha cura, a descoberta de novos tratamentos, como os chamados imunobiológicos (anti-TNFs e outros), constitui uma revolução e alento no tratamento nos últimos 15 anos. Ainda assim, cerca de 30% dos pacientes permanecem com a doença em atividade, apesar de todos os avanços recentes.

 

Os medicamentos imunobiológicos disponíveis atualmente são de uso injetável, seja intravenoso ou subcutâneo, o que pode ser um obstáculo à adesão ao tratamento por boa parte dos pacientes. A ação dos fármacos atuais se dá por bloqueio de proteínas, o que leva a inflamações fora do núcleo das células.

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