Alunos impedidos de entrar na UnB Ceilândia

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postado em 17/07/2015 12:22 / atualizado em 17/07/2015 12:28

A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) se estende desde 28 de maio e tem prejudicado o andamento do processo seletivo de 2015. Por causa da paralisação, aprovados no vestibular deste ano não conseguiram efetuar o registro, marcado, segundo o edital, para começar ontem. No Câmpus de Ceilândia, o comando de greve impediu o acesso de funcionários e alunos. Dos 150 aprovados para enfermagem, fisioterapia e farmácia previstos para fazer o cadastro ontem, pelo menos 90 se depararam com os portões fechados. Apesar de o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) ter garantido que hoje eles poderão feitos, a direção do câmpus planeja uma alternativa para realizar o serviço, talvez fora da universidade.

O clima até a tarde de ontem era de instabilidade. Ainda não era possível afirmar se o funcionamento seria normalizado. Os registros estão previstos no edital do vestibular e só seriam feitos ontem e hoje, em horário comercial. No entanto, logo nas primeiras horas da manhã, o comando de greve fechou as entradas de câmpus da UnB com piquetes. A direção da universidade improvisou um cadastro feito à mão, com papel e caneta, para garantir o registro. Hoje, além daqueles impedidos ontem, irão ao Câmpus de Ceilândia os aprovados para terapia ocupacional, saúde coletiva e fonoaudiologia.

Elton Gomes dos Santos, 19 anos, não conseguiu fazer o cadastro. “Vou fazer uma ocorrência, pois essa será a única forma de comprovar que eu estive lá”, afirmou. Ele chegou à UnB às 8h20, cinco minutos depois do horário marcado para o início do atendimento. “Com carro de som e trio elétrico, o Sintfub fechou os portões. Encontramos com a diretora na porta, e ela também foi impedida de entrar”, relatou o estudante aprovado para fisioterapia. Segundo Elton, a funcionária anotou o nome de todos que estavam no local e garantiu que a matrícula será realizada nesta sexta-feira. “Tenho medo de perder a vaga.”

A diretora do Câmpus de Ceilândia, Diana Pinho, garantiu que ninguém será prejudicado. Hoje, os funcionários farão uma força-tarefa para dar conta de efetuar o registro de todos. “Respeitamos a greve, mas todos os alunos enfrentaram um processo seletivo concorrido. Não podemos deixar que sejam impedidos de validar uma vaga conquistada no vestibular.” Nos Câmpus Darcy Ribeiro (Asa Norte), do Gama e de Planaltina, os registros acadêmicos foram realizados normalmente.
O coordenador-geral do Sintfub, Mauro Mendes, disse que a proposta do ato sindical não é impedir os alunos de concluírem o processo, mas pressionar o governo a atender aos pedidos da categoria. “Dialogamos com a Reitoria, ela foi contrária ao impedimento do registro, mas o comando de greve decidiu assim”, explicou.

A categoria pede o reajuste salarial de 27,3% — índice correspondente às perdas salarias dos últimos três anos — e a discussão sobre valorização e capacitação dos servidores, conforme a especificidade de cada carreira. “O governo apresentou há duas semanas o índice de 21,3%, parcelado em 4 anos, até 2019, mas rejeitamos. A próxima reunião será em 22 de julho”, afirmou o coordenador-geral do Sintfub. No total, segundo ele, 66 universidades de todo o Brasil aderiram à greve, o que representa 250 mil servidores. “O nosso ato é a favor da educação”, concluiu Mendes. (CC)

Vagas remanescentes

A Universidade de Brasília (UnB) ofereceu 4.212 vagas em 97 cursos de graduação presenciais neste semestre. Mais de 17 mil candidatos se inscreveram para a seleção e 3.785 foram aprovados em primeira chamada. Ontem, a universidade abriu a seleção de candidatos avaliados pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 para provimento de vagas remanescentes. O ingresso será para o 2º semestre letivo de 2015. A inscrição deverá ser feita hoje, apenas pela internet, das 10h às 23h59 (horário oficial de Brasília).