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Projeto Politeia

Universitários atuam como deputados e ocupam comissões da Câmara

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postado em 21/07/2015 10:13

Agência Câmara

Estudantes universitários encheram o corredor das comissões da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (20) discutindo projetos que eles mesmos apresentaram. É o Projeto Politeia, parceria entre a Câmara e o Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), que realiza uma simulação da atuação dos parlamentares.

 

Esta é a 10ª edição do projeto, que tem a participação de 179 estudantes universitários de todo o País. Destes, 135 vão atuar como deputados, 16 terão a função de jornalistas e 28 trabalham na organização do evento. Seguindo as normas do Regimento Interno da Casa, eles elegem os presidentes da Câmara e das comissões, apresentam projetos e discutem as propostas nas comissões e no Plenário da Casa.

 

Mudanças A intenção do projeto é refletir o dia a dia da Casa. Por isso, os organizadores decidiram ampliar o número de partidos para que os estudantes se deparem com desafios no cenário de fragmentação partidária. Há 28 partidos com representação na Câmara atualmente.

 

A coordenadora-geral do Politeia, Bruna Ribeiro, disse que o projeto ganhou dois novos partidos para se aproximar à realidade da Câmara em 2015. “Hoje há muitos partidos pequenos e médios na Câmara. Nas outras edições, o Politeia tinha apenas oito partidos, mas, neste ano, tem dez. Essa mudança já alterou a dinâmica de formação de blocos e diluiu o poder que os partidos tiveram antes”, explicou.

 

Projetos
Um dos projetos em discussão na Comissão de Seguridade Social e Família do Politeia pretende reduzir para 18 anos a idade mínima em que a mulher ou homem pode solicitar a esterilização voluntária – por meio de laqueadura ou vasectomia. A lei só permite os procedimentos para maiores de 25 anos de idade ou pelo menos dois filhos vivos e obriga a autorização do cônjuge.

 

A proposta é de autoria da estudante de Ciência Política Nailah Neves, que participa do Politeia pela quarta vez. “Se o Estado diz que, com 18 anos, a pessoa tem plena condição civil, então com essa idade ela pode ter direito de fazer o que quiser com o seu corpo”, defendeu.

 

A estudante, no entanto, aprendeu na prática que é difícil fazer uma proposta percorrer os caminhos até virar lei. “Quando estamos aqui, sabemos quão difícil é aprovar um projeto e fazer uma lei. Uma pessoa não consegue fazer”, disse.

 

Cronograma
Até quinta-feira pela manhã, as comissões temáticas continuarão trabalhando para decidir quais projetos seguirão para o Plenário, que será ocupado pelos estudantes durante a quinta à tarde e a sexta-feira.

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