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Educafro oferece cursinho pré-vestibular para alunos carentes

Inscrições vão até 14 de agosto. Voltado para comunidade negra, conteúdo inclui aulas de história da África

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postado em 05/08/2015 13:12 / atualizado em 11/08/2015 17:36

 O projeto Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro), que oferece a jovens negros ou pobres cursinho preparatório para o vestibular e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), está com as inscrições abertas até 14 de agosto. As aulas são de segunda a sexta, das 19h10 às 22h20, na Paróquia Santo Antônio. Para se inscrever, é preciso apresentar pessoalmente CPF, identidade, comprovante de residência e uma foto 3x4, durante o período noturno. Os alunos devem contribuir com uma taxa de R$ 30. As turmas têm limite de 50 vagas.

 

A ONG Educafro foi criada pelo Frei David Raimundo dos Santos, em 1994, no Rio de Janeiro. Em Brasília, o Educafro existe desde 2006, na Paróquia Santo Antônio. A atual coordenadora, Neuma Oliveira, 41 anos, foi aluna do projeto em 2008. Conseguiu passar em pedagogia na Faculdade Nossa Senhora de Fátima, em 2012, e agora se dedica a ajudar outros alunos a conquistar uma vaga na universidade. “Jamais pensava que poderia fazer uma faculdade, mas, a partir do momento em que estive aqui, os professores nos mostram que podemos querer algo a mais”, afirma. “Hoje, não estou aqui para receber, estou para me doar.”

 

André Violatti


Segundo a coordenadora, no ano passado seis alunos do Educafro passaram no vestibular para a Universidade de Brasília (UnB). É na UnB que a aluna Nayara Silva, 19 anos, pretende estudar enfermagem. “O Educafro foi muito bom para mim. Acolheram a mim e meus amigos e nos fizeram ter mais noção sobre como podemos ter um futuro melhor. Como eles abordam vários temas relacionados com racismo, passei a ter mais consciência sobre como o preconceito é presente”, afirma.


Além dos conteúdos tradicionalmente cobrados no vestibular, como química e português, o Educafro oferece aulas de história da África e direitos dos negros. “É uma forma de trabalhar a cidadania negra, porque os negros são muitos excluídos pela sociedade”, explica Neuma Oliveira.

 

Informações: (61) 8418-5748

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