SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Jovens criam campanha para financiar estudos em universidades no exterior

O projeto Aprenda lá, dá cá conta com a participação de 26 jovens de todo o Brasil, arrecadou R$ 174 mil, mas precisa de mais apoio

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 07/08/2015 20:10 / atualizado em 07/08/2015 20:24

Arquivo pessoal
Com o objetivo de ajudar jovens estudantes a ingressarem em grandes universidades internacionais, o projeto Aprenda lá, dá cá foi criado no início deste ano por 26 alunos de diversas regiões do Brasil. Todos com o mesmo objetivo: conquistar uma formação acadêmica de qualidade no exterior. A campanha de arrecadação, que durou 60 dias, acaba neste domingo (8) e foram arrecadados cerca de R$ 174 mil. Quem quiser ajudar, pode acessar o site.

Lusana Ornelas, 20 anos, é uma entre os três estudantes moradores do Distrito Federal que foram aprovados. A moradora do Jardim Botânico recebeu a notícia de que poderia estudar na Minerva Schools AT KGI, localizada em São Francisco, nos EUA, em abril. Ela e os outros integrantes estudaram juntos para alcançar a aprovação nas universidades.

"Todos nós tínhamos o sonho de estudar fora do país e nos conhecemos por meio da Fundação Estudar, que ajuda alunos a se prepararem para o ensino superior. As aulas eram virtuais, mas nos conhecemos e viramos amigos. Quando recebemos a notícia de que tínhamos sido aprovados, nós percebemos que nem todos teriam condições financeiras de ir, então nos juntamos e resolvemos fazer alguma coisa", relata Lusana.

A estudante também conta que houve tentativas em anos anteriores, mas por parte particular de cada estudante. Este é o primeiro ano em que os jovens se organizaram para ajudar a construir juntos seu futuro profissional. O nome escolhido justifica a missão que esses alunos possuem e Lusana a explica: "Todos nós temos o intuito de voltar para o Brasil. A nossa ideia é de alguma forma contribuir com a educação e com o desenvolvimento tecnológico do país. Nós vamos aprender lá fora e voltaremos para ajudar o Brasil."

Sobre a iniciativa, a estudante relata que, de acordo com as contribuições feitas, os colaboradores recebem presentes como forma de agradecimento. Um deles foi a doação feita pela plataforma que hospeda o site da campanha, uma camisa oficial do jogador Schweinsteiger, da seleção alemã, campeã da Copa do Mundo de 2014. Os jovens também oferecem outras recompensas, como o reforço escolar para preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e até mesmo consultoria para aqueles que desejam traçar o mesmo caminho. "Tem muitos jovens que não fazem ideia de como começar. Por isso, nós oferecemos orientação sobre as provas que são necessárias, como o Toefl. Nós damos dicas de locução e argumentação, já que o exame tem avaliações orais."

"Chegamos até aqui e falta pouco para conquistarmos o nosso sonho. Não queremos deixar isso morrer por causa do dinheiro. Creio que, após a campanha, nós nos dividiremos e tentaremos arrecadar com contribuições individuais", completa a estudante.

University of Notre Dame/Divulgação
Luiz Felipe Costa Gomide estudou no Colégio Militar de Brasília (CMB). O sonho de estudar no exterior começou com uma visita aos Estados Unidos. Lá, Luiz Felipe conheceu a University of Notre Dame, instituição em que foi aprovado. "Eu decidi que iria para fora no início do segundo ano do ensino médio. Então fui para o programa de Harvard que organiza simulações sobre relações entre o governo. Lá eu também descobri que a Notre Dame era a instituição certa para mim, pois meu perfil se encaixava e ela tinha os cursos que eu queria. Quando voltei, a Fundação Estudar me ajudou a traçar meu caminho."

Luiz Felipe foi aprovado no início de abril. No início do mês anterior, o estudante ainda recebeu um convite da própria universidade para conhecê-la, com todas as despesas inclusas. O morador da Asa Norte, que tinha iniciado o curso de economia na Universidade de Brasília (UnB), decidiu abandoná-la após receber o convite.

Assim como Lusana, Luis quer ajudar o país, mas de uma maneira indireta. " A ideia não é necessariamente voltar para o país, mas impactá-lo de uma maneira positiva com minhas ações, trabalhando em empresas que ajudam o Brasil."

O projeto contou com o auxílio de diversas empresas como o Grupo Arpex, fundo de investimento que controla empresas como Pagar.me, Mundipagg, Cappta e Stone. “Também enfrentamos estes desafios para lançar talentos sem muitos recursos e só conseguimos crescer graças à ajuda de parceiros e apoiadores. Agora, queremos retribuir para estimular novos brasileiros”, comenta Henrique Dubugras, fundador da Pagar.me.

A meta da campanha, que tem data de término marcada para este domingo (8), é de arrecadr R$ 350 mil. Até agora, foram arrecadados cerca de R$ 174 mil, o que equivale a 11 bolsas. O estimado é que 25 bolsas sejam entregues. Caso o objetivo não seja alcançado, os estudantes deverão dividir o valor totalizado entre si. Dessa forma, os integrantes não pretendem finalizar sua jornada. Eles planejam estendê-la para doações realizadas por fora da plataforma. Para conhecer mais sobre o projeto e sobre a história dos participantes, assista ao vídeo abaixo:



Para informações, acesse a página do projeto no Facebook.

publicidade

publicidade