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Representante de faculdades particulares critica avaliação do ensino

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postado em 13/08/2015 13:27 / atualizado em 13/08/2015 13:30

Agência Câmara

A presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, apontou a “inconsistência” do sistema vigente de avaliação do ensino superior. “O conceito de qualidade é relativo e complexo”, disse. Ela considera “preocupante” a tentativa do Ministério da Educação de tentar fazer essa avaliação por meio de estatísticas.

 

Criado em abril de 2004, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) é formado pela avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes. Para cada um desses eixos há um indicador próprio, como o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). O Sinaes está sendo debatido em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara.

 

“O CPC é uma avaliação precária, e 60% do CPC baseia-se no Enade”, disse Amábile. Ela criticou o fato de o ministério pautar a avaliação em um exame que não teria comprometimento do aluno. E defendeu ainda peso maior para a autoavaliação das instituições.

 

Já o vice-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), Maurício Garcia, criticou o uso que se faz do CPC. “As escolas estão se adaptando ao CPC em vez de pensar em propostas pedagógicas inovadoras”, disse. Ele acredita que os indicadores atuais não avaliam as técnicas que fazem, de fato, o aluno apreender. “O sistema não capta as novas tecnologias educacionais”, ressaltou.

 

Desafios O vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional, Robert Verhine, acredita que os desafios da avaliação incluem: a inclusão das instituições estaduais no sistema, que hoje não fazem parte do Sinaes, apenas do Enade; e o aprimoramento da autoavaliação institucional, que, para ele, deveria ser o componente central do processo. Ele também criticou o peso excessivo do CPC e pediu a construção de novos indicadores.

O debate ocorre no Auditório Freitas Nobre.

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