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Ciência sem Fronteiras

Maranhense volta da Alemanha com projeto para ajudar colegas

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postado em 02/09/2015 10:06 / atualizado em 02/09/2015 10:08

Portal MEC

 

Ao retornar para o Brasil após temporada de estudos na Alemanha, o ex-bolsista do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) Ednilson Barros Barroso decidiu começar um projeto para o ensino da língua alemã na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e assim ajudar os colegas que também pretendem participar de uma experiência internacional.

 

“No Maranhão, não há instituições que ofereçam cursos de alemão”, explica Ednilson, que é estudante de licenciatura em ciências naturais. “A própria UFMA não oferece cursos de alemão para os estudantes, apenas inglês, espanhol e francês. É grande a carência e as oportunidades são, por isso, limitadas.” O projeto teve o apoio da direção do campus e da reitoria da UFMA, e Ednilson recebe uma bolsa para oferecer o curso em 8 horas semanais, dividido em dois grupos de estudo.

 

Durante a própria seleção para o CsF, o estudante já percebeu como um auxílio no idioma poderia reforçar a capacidade de internacionalizar a instituição. “Lembro-me que no mesmo período em que me candidatei a uma vaga do Ciência sem Fronteiras, outros três estudantes da minha turma candidataram-se também, porém não obtiveram êxito, pois eles não tinham como comprovar proficiência do idioma. Daí surgiu a proposta de oferecer um curso de alemão de forma lúdica, para que estudantes e professores do Campus 7 da UFMA pudessem ter chances como eu tive”, conta.

 

Segundo o ex-bolsista, o curso está sendo muito bem recebido pelos colegas estudantes e também pela comunidade acadêmica. O projeto foi apresentado em forma de pôster na 67ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e recebeu elogios dos visitantes e da comissão avaliadora.

 

Trajetória – Natural do município de Timbiras, com uma população de pouco mais de 28 mil habitantes, Ednilson teve a oportunidade de realizar em 2010 um intercâmbio de um mês na Alemanha a partir do trabalho realizado por uma associação comunitária. “O intercâmbio mudou a minha vida, pois a partir dele, eu passei a acreditar que tudo é possível... Daí a ideia de retornar à Alemanha por um tempo maior, com o intuito de adquirir experiências acadêmicas, culturais, sociais e políticas.”

 

De acordo com o estudante, a seleção para o Ciência sem Fronteiras aconteceu sem maiores percalços. O programa ainda deu a Ednilson a oportunidade de realizar dois cursos de alemão, para que chegasse mais preparado para sua experiência no exterior. “Eu não tive nenhum problema quanto à seleção do programa, consegui participar de todas as etapas. Na época eu tinha obtido o nível mínimo exigido pelo programa (A2), ganhando assim uma complementação de estudos, um curso on-line antes da minha viagem e um curso presencial ao chegar à Alemanha”, explica o brasileiro, que ficou na Universidade de Münster (Westfäliche-Willhelms Universität Münster) em Münster.

 

Futuro – Após meses de experiências obtidas na Universidade de Münster, Ednilson solicitou o prolongamento da bolsa para realizar estágio. “Felizmente, consegui ganhar uma vaga no Instituto de Geoinformática da universidade e assim realizei seis meses de estágio.”

 

De volta ao Brasil, o estudante está concluindo o curso de licenciatura. “Nesse próximo semestre vou defender minha monografia e as expectativas são de retornar à Alemanha para fazer um mestrado e possivelmente o doutorado”, afirma.

Além disso, Ednilson está inscrito numa bolsa do programa do DAAD – Winterkurs. “Se eu for contemplado com o curso, poderei melhorar muito meu idioma e assim obterei mais conhecimentos para aplicar na minha universidade. Em novembro sairá o resultado e eu já estou muito ansioso”, conclui.

 

CsF – Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio de suas respectivas instituições de fomento – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.

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