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Docentes ocupam Ministério da Educação

Segundo sindicato, houve confronto entre manifestantes e policiais. Categoria foi recebida por secretário da pasta

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postado em 24/09/2015 14:45 / atualizado em 25/09/2015 14:29

Divulgação/Andes
Os professores de universidades federais em greve ocuparam o Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (24) durante manifestação de diversas categorias que fechou o trânsito no Eixo Monumental, em Brasília. Eles foram recebidos em reunião pelo secretário de Ensino Superior da pasta, Jesualdo Pereira Farias, mas dezesseis professores decidiram permanecer no prédio até que sejam atendidos pelo ministro Renato Janine Ribeiro. 

 

“Reiteramos que esta ocupação é de inteira responsabilidade do MEC que mantém sua intransigência em não negociar com os docentes em greve", informou em nota o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Os manifestantes deixaram o prédio no início da noite de ontem, após a sinalização do ministro de que irá receber os docentes em 5 de outubro.

 

Durante a manhã, a categoria participava de ato em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para exigir uma negociação efetiva quando decidiu seguir para o prédio do Ministério da Educação. Houve confronto com policiais na chegada de professores e integrantes do movimento estudantil que apoiam a greve ao prédio. Segundo a Polícia Militar, por volta das 14h, os 250 professores e alunos que participaram do ato saíram correndo em direção à sede da pasta. Enquanto a linha policial era formada em frente ao prédio, os manifestantes teriam jogado cones, mastros de bandeiras e garrafas d'água nos policiais. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os manifestantes foram recebidos pela polícia com spray de pimenta e cassetetes.

 

A pasta não recebe os docentes desde o final de agosto, mesmo com a apresentação de nova proposta dos grevistas, na última sexta-feira (18). A greve nas universidades dura mais de quatro meses e afeta 63 instituições de ensino do país. Na semana passada, o Andes enviou ao MEC nova proposta (a terceira desde maio) para discutir a paralisação. O documento pede a abertura de concursos para 9.331 vagas, liberação de verbas para conclusão e início de obras, reajuste de 19,7% do salário inicial até 2017 e reestruturação de carreira dos professores.

 

 

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