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Correio Braziliense

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RECORDAÇÕES

40 anos de amizade e união

Colegas da terceira turma de medicina da UnB passaram o fim de semana em comemoração pelas quatro décadas de formatura, com lembranças sobre o passado e avaliações a respeito do futuro da profissão. Eles nunca perderam a afinidade

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postado em 02/11/2015 12:48 / atualizado em 02/11/2015 12:57

Matheus Teixeira

Arquivo pessoal

 

Quatro décadas se passaram, mas o tempo não foi suficiente para afastar os amigos de uma das primeiras turmas de medicina da Universidade de Brasília (UnB). O grupo com cerca de 100 médicos ingressou no curso em 1970 e se reúne, até hoje, para recordar os tempos de estudante e matar a saudade dos antigos colegas. Neste ano, eles prepararam uma programação especial para comemorar os 40 anos de formados. A turma, batizada de “Barra 70”, passou o último fim de semana reunida. Visitaram a UnB, fizeram uma festa a fantasia, discutiram o futuro da profissão e homenagearam os professores da época.

Eles sempre marcam a festa com antecedência para garantir que todos estejam presentes, até os que não moram mais na capital. A média de idade é de 65 anos. Da turma original, 18 já morreram. Agora, pensam em tornar o encontro, que ocorre a cada cinco anos, mais frequente. “A enorme maioria está viva. Mas, como alguns amigos têm viajado sem avisar para onde vão e não voltam mais, tem gente que quer fazer o encontro de três em três anos”, conta o pediatra Jansen Melo.

O ponto alto do fim de semana foi a festa a fantasia, no Hotel Nacional. Todos entraram no clima e alugaram ou improvisaram suas fantasias. “Impossível estarmos juntos e não nos divertirmos. São muitos anos de amizade, somos entrosados até na hora de fazer festa. Como todo mundo tem a mesma idade, ninguém pagou mico”, brinca Benedito Neto. Ele acredita que é raro encontrar uma turma tão unida há tantos anos. “Nossa faculdade favorecia, fez com que nos uníssemos. A gente tinha aula de manhã, à tarde e, à noite, estudávamos juntos. Todos, até hoje, sabem os nomes completos uns dos outros”, diz.

 

Arquivo pessoal

 
Futuro da medicina
O encerramento do encontro, ontem pela manhã, começou com uma homenagem a três professores da UnB que ensinaram um pouco de medicina para a turma. Depois, discutiram o futuro da profissão. Um dos colegas especializou-se em genética e falou dos avanços dos estudos na área. “Acho que nós não vamos pegar essa fase, mas estamos prestes a viver uma mudança de paradigma na medicina. Com a evolução da genética, poderemos ver as alterações que determinam as doenças que as pessoas têm tendência a ter. Vamos passar a ter um acompanhamento mais genético do que clínico. Foi muito legal discutirmos temas da nossa área, como ocorria 40 anos atrás”, conta Ana Maria Tillmann, endocrinologista.

Todos entraram juntos na faculdade em 1970. A turma, no entanto, se dividiu. Metade se formou no fim de 1975 e a outra, no meio de 1976. Não bastasse o coquetel na sexta-feira, a festa no sábado e as homenagens no domingo pela manhã, o pediatra Jansen Melo e outros três integrantes do Barra 70 saíram do encontro e foram almoçar juntos. Esse grupo mais restrito costumava se encontrar todos os meses. Nos últimos anos, eles não conseguiram manter a periodicidade, mas a amizade segue a mesma. “A turma é muito unida, mas se dividiu, cada um tem seus compromissos. Fomos divididos pelo tempo, mas não no coração”, diz.

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