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Correio Braziliense

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Congresso reúne jovens para propor políticas públicas

Conferência Nacional de Juventude começou nessa quarta-feira (16) e ocorre até sábado (19) em Brasília. O evento conta com dois mil participantes de todo o país

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postado em 17/12/2015 18:48 / atualizado em 17/12/2015 19:50

Maria Letícia Melo

Jovens de todo o país se reúnem na capital para a 3ª Conferência Nacional de Juventude, que começou nesta quarta-feira (16) e segue até sábado (19) no Estádio Nacional de Brasília. Com o tema As várias formas de mudar o Brasil, o fórum pretende criar um espaço para discutir, reivindicar e propor ações para os poderes públicos a partir do controle social das políticas públicas feito pela juventude. O evento é organizado por membros da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) e o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve).

A abertura do congresso contou com discursos da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica. Durante os quatro dias de congresso, os participantes debaterão sobre temas como educação, segurança, meio ambiente, trabalho, saúde, cultura, esporte, diversidade, território e comunicação em grupos de trabalhos divididos em mesas de diálogos. Ao final dos debates, são eleitas propostas para a elaborac%u0327a%u0303o das poli%u0301ticas pu%u0301blicas de juventude,que auxiliarão na elaboração do Plano Nacional de Juventude. Os participantes foram eleitos nas etapas estaduais da conferência realizadas em todo o país.  

Além das rodas de discussão, cerca de 250 jovens farão apresentações de teatro, danc%u0327a, mu%u0301sica, artes visuais, cinema, performance, artes integradas, grafite, hip hop, poesia, circo, cultura popular, indi%u0301gena, cigana, pesquisas cienti%u0301ficas,  além de práticas de comunicac%u0327a%u0303o independente, mi%u0301dia livre e cultura digital ao longo de todo o evento.

O evento também conta com arenas de debate, que consistem em espaços destinados ao bate-papo informal entre os participantes e atividades promovidas por organizac%u0327o%u0303es, entidades e coletivos que estão participando do encontro.

Segundo Gabriel Medina, secretário nacional de juventude, a iniciativa é uma forma de estimular a democracia participativa no país. Para ele, o fato de ser voltado para jovens “aumenta a importância do encontro porque ajuda a formar uma geração mais cidadã e consciente dos seus direitos e do seu papel de fiscalizar o Estado e de colaborar para que o governo promova políticas inclusivas”.

“É um evento que afirma a diversidade de lutas e causas da juventude brasileira. Todas as caras estão aqui”, afirma. O secretário explica que uma das principais demandas apresentadas pela juventude é o fim da violência contra jovens negros no país. Ele também cita as políticas anti-drogas e de segurança pública adotadas no país como assuntos recorrentes nos debates. “A juventude brasileira tem mostrado que não tolera mais a morte de jovens negros e o encarceramento em massa que existe no país”, declara. 

O movimento feito por jovens da Pastoral da Juventude Nacional (PJ), nesta quinta-feira (17), entre uma atividade e outra no local, confirma a fala de Medina. Acompanhado de coreografia, o grupo de integrantes do movimento presentes entoava versos como “Vamos juntos gritar, girar o mundo. Chega de violência e extermínio de jovens!”.

Maria Letícia Melo
Lorena Fugulim Santos, 22, é uma das participantes da PJ que vieram participar do congresso. No total, 120 jovens de delegações do movimento vindos de todos os estados marcam presença no evento. Paranaense, a estudante de pedagogia explica que o fórum é um espaço de discussão e de convivência com a diversidade. “A juventude brasileira tem cor e ela é linda”, destaca.

Johnes Hebert Evangelista, 25, e Letícia Pereira Matos, 24, vieram do Rio de Janeiro para participar da conferência. Eles são estudantes de matemática no Instituto Federal do Rio de Janeiro e consideram que a participação é uma forma e defenderem propostas que supram as demandas do seu estado.

“Nós, como cidadãos que sabem o que precisam e as maiores dificuldades que passam por falta de determinadas políticas públicas, podemos sugerir ações que vão beneficiar a nós mesmos e a outros que podem passar pela mesma situação”, explica Evangelista.

“É interessante e benéfico para o país criar um ambiente onde se discute o que está dando certo ou não em outros estados e ainda visa compartilhar problemas e soluções”, analisa Letícia Pereira.

A programação completa da conferência pode ser conferida no site.

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