SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Brasilienses desenvolvem aplicativo para estudar genética

A plataforma apresenta resumos elaborados pelo professor de cursinho do Alub, Lucas Alves

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 28/01/2016 14:35 / atualizado em 02/02/2016 15:33

Semana passada a equipe da Solução Diferencial, oriunda do Distrito Federal, lançou o aplicativo Genética de Bolso SD, uma plataforma de resumos e conteúdos sobre genética para auxiliar no estudo de alunos do ensino médio, principalmente para aqueles que estão em fase de prestar o Enem. O produto é gratuito, tem mais de 100 downloads e está com cinco estrelas na avaliação da Google play.“Não é um livro didático, mas é uma série de macetes para estudar melhor, é um aparato geral para auxiliar os estudos”, explica Lucas Alves, que desenvolveu o conteúdo para a plataforma com base na sua experiência de três anos como professor de cursinho no Alub. “O aplicativo é simples, porém funcional. A gente quer que o aluno tenha um manual de bolso”, conta Allan Paulo, desenvolvedor e programador do projeto.

A ideia surgiu da experiência com tenologias em sala de aula: ao perceber que os alunos tiravam fotos do quadro ou usavam o celular para fazer pesquisas, Allan concluiu que era importante eles terem aquele conteúdo no telefone. O primeiro aplicativo produzido foi sobre calculo 1, uma das matérias que mais reprova na universidade, e o objetivo é fazer vários aplicativos com conteúdos de outras matérias com assuntos que causem dificuldades para os estudantes. “Ainda esse semestre é provável que a gente lance um de história e um de física”, completa Allan. A startup planeja unificar os conteúdos em um projeto massificado, porém a equipe é muito pequena e só conta com um programador, situação que exige busca por financiamento.

O download do aplicativo pode ser realizado pela google play nesse link.

Acervo pessoal

 

 

Plataformas educativas são foco de programadores ao redor do mundo

 

Robert Scoble
A Campus Party, evento universitário internacional de empreendedorismo e tecnologia, que está acontecendo essa semana em São Paulo, recebe Guy Vardi como palestrante para falar sobre o poder da tecnologia para a educação. Ele iniciou sua carreira desenvolvendo programas baseados na experiência do usuário, os chamados UX, e modelos de interação. Também criou um ambiente virtual de e-commerce, desenvolveu um protótipo para interação em vídeo usando câmeras wearables e coproduziu um software para explorar relações entre poesia clássica e mídia interativa. Em 2003, co-fundou a Oberon Media, uma iniciativa voltada para jogos de computador. Sua última experiência foi como CEO fundador da Matific, um site especializado no ensino de matemática para crianças.

A Matific chegou no Brasil no início de 2015 e já tem mais de 50 mil usuários em território nacional. É uma plataforma de interação entre alunos, pais e professores até o sexto ano do ensino fundamental no aprendizado de matemática através de jogos e desafios. Os professores selecionam os episódios mais relevantes de acordo com o conteúdo ministrado em aula e convida seus alunos a acessarem pela página da turma. Os jogos progridem de objetivos básicos a situações desafiadoras, cujo objetivo do site é transmitir conceitos de matemática de uma forma mais envolvente, proporcionando um sentimento de conquista individual nas crianças. O sistema também tem uma interface de relatórios periódicos, que monitora o progresso tanto dos alunos quanto da classe como um todo.

Há dez anos, a filha do professor Raz Kupferman, presidente do Departamento de Matemática da Universidade Hebraica e diretor do Instituto Einstein, chegou em casa depois da escola, se jogou no chão e disse que odiava matemática e que não queria aprender nunca mais. “Ai ele pensou ‘como assim? minha filha, filha de matemático, não quer aprender? Tem algo errado’. Então, abriu o livro dela e disse que se ele tivesse aprendido matemática daquela forma, que ele também sentiria vontade de se jogar no chão”, Guy explica como surgiu a ideia de construir um espaço de aprendizado online a partir de jogos e brincadeiras.

A equipe é composta por Shmulik London, desenvolvedor de softwares e especialista em plataforma móvel; Leon Kamenev, empreendedor on-line, especialista em marketing, operações e expansões globais; Shimom Schocken, professor de ciência da computação no Centro Interdisciplinar de Herzliya e presidente do Comitê do Currículo de Educação em Ciências da Computação em Israel; Raz Kupferman e Guy Vardi. O acesso é totalmente gratuito e basta o professor se increver e convidar a turma. Hoje, a plataforma funciona em 11 línguas e está ativa em 24 países. “É muito animador ter gente acessando nossa página na Índia, na África do Sul, na Europa, em tantos países… É muito legal saber que em todas as partes do mundo, mesmo com culturas tão diferentes, as pessoas se importam com as crianças e com a educação”, conta Vardi.

Sobre a Campus Party

A Campus Party é um festival de inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e entretenimento digital. A sua primeira edição foi na Espanha em 1997 e com o tempo foi crescendo e internacionalizou. A partir de 2008, passaram a ter edições no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Colômbia, México, Equador e El Salvador. Agora, a Campus Party Brasil está em sua nona edição, em São Paulo, com mais de 120 mil visitantes vindos de 21 países e de todos os estados brasileiros. Ao longo de uma semana, os participantes ficaram instalados em barracas e contaram com uma internet de 50 gigabytes para aproveitar cerca de 600 horas de atividades e conteúdos.

 

publicidade

publicidade