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Olimpíada de matemática

Cearense ganha medalha de prata e bolsa na Universidade de Princeton

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postado em 23/08/2016 18:15

Portal MEC /MEC

 

África do Sul, Tailândia e Hong Kong foram alguns dos lugares que o estudante Daniel Lima Braga, 19 anos, conheceu durante as competições de matemática das quais participou. O jovem cearense foi medalha de prata nas últimas três edições – 2014, 2015 e 2016 – da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). Neste ano, o Brasil ficou em 15º lugar na pontuação geral por equipe, a melhor colocação em toda a história da competição, com três medalhas de prata e três de bronze.

 

A trajetória de sucesso de Daniel começou cedo. Aos 13 anos, conquistou a primeira medalha de ouro na Olímpiada Brasileira de Física, em 2012. Mas, matemática sempre foi sua paixão. Ao todo, foram 22 medalhas, entre ouro, prata e bronze, em pelo menos 11 competições.

 

Incentivado pelo irmão mais velho e por um professor, Daniel, que estudou em escola pública nos anos iniciais do ensino fundamental, lembra que as horas de estudo foram aumentando conforme o passar dos anos. No início, estudava em torno de duas a três horas por dia. Depois, passou a se dedicar por cerca de cinco a seis horas, além do horário regular da escola. O jovem destaca que, em sua rotina de preparação, não ficava sentado na cadeira o tempo todo. “Às vezes, eu ia conversar com alguém, andar, ou pensar em um problema, que exige mais prova do que cálculo”, explica.

 

Daniel tornou-se professor de oficinas de matemática em um colégio particular de Fortaleza. Lá, aplicava exercícios práticos em formato de brincadeira com os alunos, para incentivá-los no raciocínio lógico. “Com esses joguinhos, vamos mostrando aos estudantes que existem técnicas vencedoras. Tem como uma pessoa elaborar uma estratégia para sempre ganhar”, reforça.

Em sua opinião, as competições de matemática são bem diferentes das aulas nas escolas. Para ele, “os problemas são bastante desafiadores, e levam os estudantes a, com poucas técnicas, conseguir relacionar várias ideias até resolver o problema proposto”.


Com o sonho de estudar fora do país desde que era criança, essa semana Daniel está de mudança para New Jersey, nos Estados Unidos. Vai cursar matemática aplicada à ciência da computação na Universidade de Princeton, onde conseguiu uma bolsa de estudos parcial. O jovem ressalta que as universidades estrangeiras valorizam as atividades extracurriculares e que muitas selecionam os alunos por meio delas.

 

Competição

A Olímpiada Internacional de Matemática é a mais antiga e tradicional de todas as olimpíadas científicas. Participam da competição cerca de 600 estudantes de mais de cem países. Durante uma semana, as equipes formadas por seis estudantes trocam aprendizados e experiências. O evento cobre todos os gastos com transporte, alimentação, estada e alguns passeios turísticos sugeridos pela organização.

 

A prova consiste em seis problemas matemáticos, que valem sete pontos cada um. Por dois dias consecutivos, os competidores dispõem de quatro horas e meia para resolver os problemas – três em cada dia. As questões abrangem as áreas da matemática do ensino médio, como geometriateoria dos números, álgebra e análise

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