EDUCAÇÃO

Começa contagem dos votos na UnB

O resultado dos dois dias de consulta para reitor da instituição sairá nesta quinta-feira (1º). Caso nenhum dos três candidatos alcance maioria, haverá segundo turno entre os dois mais votados e a campanha começa já na sexta-feira

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postado em 01/09/2016 08:00 / atualizado em 31/08/2016 18:22

Tem início nesta quinta-feira, às 9h, a contagem dos votos da consulta para reitor da Universidade de Brasília (UnB), no Centro Comunitário. A votação ocorreu durante dois dias, na terça e na quarta-feira. A largada oficial da campanha foi em 27 de julho, após a homologação das chapas, e o pleito só terminará neste primeiro turno caso um dos três candidatos tenha mais de 50% dos votos. A expectativa é de que o processo siga para o segundo turno, com os dois mais votados. Se isso ocorrer, a campanha começa já nesta sexta-feira.


A professora do Departamento de Serviço Social, Denise Bomtempo, candidata pela Chapa 93 — UnB: diálogo e ação, observou que, no segundo dia de votação, as urnas estavam mais esvaziadas. Os votos de terça, na avaliação dela, devem definir essa fase do pleito. “Acho que quem tinha de votar já veio, está muito parado hoje. Ontem (terça) tinha filas para votar, hoje, está mais vazio”, afirmou. Ela percorreu, pela manhã, o Instituto de Biologia, o Hospital Universitário de Brasília (HUB), a Faculdade de Saúde e o Instituto Central de Ciências (ICC). “Existe um clima de cordialidade entre as chapas e entre os votantes. Eu não vi nenhum incidente que comprometesse as eleições. Está num nível altíssimo”, avaliou.


Márcia Abrahão, professora do Instituto de Geociências e candidata pela Chapa 94 — UnB: diálogo para avançar, percorreu a universidade ontem conversando com os eleitores, principalmente estudantes. “Estamos animados, mas temos que aguardar o resultado das urnas”, disse. Ela criticou supostos boatos espalhados pelas outras chapas sobre ela, mas acredita que não chegaram a comprometer a campanha. “Só acho preocupante eles existirem numa universidade”, destacou. Elogiou, no entanto, o nível dos debates e o trabalho dos apoiadores da Chapa 94. “A minha campanha é bastante propositiva, leve e de alto nível.”


Candidato a reeleição pela Chapa 95 — Somos todos UnB, Ivan Camargo, docente da Faculdade de Tecnologia (FT), ressaltou a intensidade da campanha, que ele considera uma continuação do trabalho feito durante os últimos quatro anos. “Parece, lendo as propostas (das três chapas), que elas são muito parecidas, mas, por trás, há uma diferença gigantesca, no cuidado com a universidade, nas prioridades. E a nossa proposta não se pode esconder, porque mostramos a linha que defendemos”, reforçou. Segundo o candidato, durante a última gestão, as contas foram reequilibradas, o que permitirá investimentos maiores em estrutura e equipamentos, melhorando as condições de ensino, pesquisa e extensão.

Sem surpresas
A Comissão Organizadora da Consulta (COC) não registrou problemas graves durante o pleito. “O processo ocorreu de forma normal, tudo dentro da expectativa”, afirmou Antônio José dos Santos, representante dos técnicos-administrativos na COC. Ele destacou ainda que a participação foi maior, proporcionalmente, entre os técnicos e professores, como era esperado.


Mariana Niederauer

 

O estudante de jornalismo Lucas de Moraes, 21 anos, votou no primeiro dia, no ICC Norte. “Acho importante todo mundo que está na UnB votar, pois é algo que vai mexer com o futuro da universidade”, disse. Para ele, o olhar de quem está dentro da instituição é importante. “Sabemos dos problemas do dia a dia. Nós vivemos a UnB, os pontos positivos e negativos.”


Mariana Niederauer

 

Já o aluno do curso de ciências contábeis Caio Menezes, 22 anos, votou na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Face), local menos movimentado. Na opinião dele, o processo é importante para reivindicar melhorias na estrutura da universidade após as eleições. “A gente vê que tem muito recurso que volta à toa para o MEC (Ministério da Educação), porque é mal utilizado pelos departamentos”, destacou.


Mariana Niederauer

 

O médico Daniel França, 58 anos, votou pela manhã no HUB. Para ele, a próxima gestão precisa ter o cuidado de integrar o trabalho da instituição ao da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) no gerenciamento da unidade de saúde. “Como o hospital é de ensino e pesquisa também, ele não pode estar dissociado da universidade. Qualquer gestão que tentar desvincular o hospital da universidade cometerá um equívoco do ponto de vista filosófico e administrativo.”