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UCB divulga ações para melhorar segurança pública no entorno do câmpus

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (2), foi proposto o Conselho de Segurança Universitário, inédito no DF, que incluirá a comunidade universitária no debate pela vigilância no bairro. Entre as ações propostas para o câmpus, estão a instalação de mais câmeras de vigilância e rondas

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postado em 02/09/2016 15:24 / atualizado em 02/09/2016 16:07

Talita de Souza/Esp. CB
Nesta quinta-feira (2), em uma coletiva de imprensa realizada na Universidade Católica de Brasília (UCB), o reitor Gilberto Gonçalves Garcia, o pró-reitor acadêmico Daniel Rey de Carvalho e o professor e assessor Alexandre Kieling anunciaram medidas para aumentar a segurança do câmpus.

 

Além disso, divulgaram a criação do Conselho de Segurança Universitário, que pretende discutir soluções para o tema em toda a comunidade na qual a universidade está inserida. As decisões foram pensadas e acordadas com o movimento estudantil e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), após vários casos de violência ocorridos ao redor da universidade.

Depois de sucedidos assaltos (veja no saiba mais), estudantes da instituição se uniram para reinvindicar mudanças na segurança do câmpus e ao redor. As sugestões foram ouvidas pelo pró-reitor acadêmico, Daniel Rey, e pelo pró-reitor administrativo, Fernando de Oliveira, que começaram o planejamento para melhorias.

 

“Quero louvar a liderança dos movimentos estudantis por chamar a atenção para a questão a partir do ponto de vista da educação. Eu acho que a recente provocação suscitada pelo movimento fez com que os dirigentes mudassem a forma de olhar”, afirma o reitor Dr. Gilberto. As ações criadas são divididas em modo preventivo, reativo e transformador.

De maneira preventiva, a UCB implantou mais câmeras de vigilância, contratou mais seguranças, que usarão coletes de identificação para que possam ser identificados com facilidade. “Com o colete, será possível saber que a pessoa trabalha pela segurança do câmpus e isso ajudará na rapidez da ação”, diz Daniel Rey.

 

Do ponto de vista reativo, foi criado um serviço de comunicação direta pelo Whatsapp, em que, a qualquer momento, o aluno pode enviar alertas e pedidos de ajuda. Recebido o alerta, os seguranças do câmpus são acionados via rádio e se reportam ao local indicado. Serão implantados postos de atendimento ao aluno nas guaritas de todos os blocos, e um posto principal no bloco central.

Tranformação

O grande ponto apresentado pelos gestores é o que eles denominam de ação transformadora: a criação do Conselho de Segurança Universitário. A proposta é mudar a estrutura social da comunidade em que a UCB está inserida, trazendo melhorias definitivas. “O objetivo maior desse conselho é diagnosticar, debater e propor soluções com base nos estudos e pesquisas, envolvendo todos os integrantes. Faz parte da decisão da instituição o desenvolvimento da pessoa que aqui se encontra e o desenvolvimento da sociedade em que a instituição se encontra”, afirma Daniel Rey.

 

Com o apoio da Secretaria de Segurança Pública, representando o poder público, o próximo passo é reunir agentes da comunidade para começar o debate e o diagnóstico da região em que estão inseridos. “Se queremos essas pessoas como parceiros, não é adequado chegarmos com receita pronta de como e onde agiremos. É um processo de construção. O objetivo é que faculdades, universidades e parceiros se envolvam e construam juntos. A única razão que fará com que esse conselho funcione é se todos envolvidos se sentirem protagonistas”, diz Alexandre Killing, docente de comunicação social.

 

Um exemplo de ação é o alinhamento dos cursos de extensão com os problemas sociais do bairro. Recentemente, os alunos identificaram o dono de uma carreta abandonada na rua e por meio de uma conversa, receberam a doação do automóvel para o curso de odontologia. A carreta será equipada como um consultório médico, que irá atender locais apontados pelo conselho. Outra ação prevista, é a revitalização de uma praça situada atrás da universidade feita por estudantes de arquitetura, comunicação e engenharia.

 

“A partir desse ano, no mínimo 25% da carga horária são destinadas para eles atuarem fora da sala de aula. Como? Aproveitando essas demandas. É um aprendizado baseado num problema real que está acontecendo e que requer uma resposta. Temos hoje a possibilidade do estudante sair de sala e estudar”, conclui o pró-reitor Daniel Rey.


Palavra da Especialista
Pesquisadora responsável pela gestão dos cursos de segurança pública da UCB, Alessandra Oberling, mestre em antropologia, confirma a importância do diagnóstico. “Como bem disseram os membros da mesa, não necessariamente o que imaginamos que é insegurança, de fato é. Por isso é importante o papel da pesquisa de diagnosticar, para termos a real noção do problema da segurança pública e quais medidas tomar. E mais do que isso, segurança pública é um sistema aberto, uma construção contínua. Você jamais encontrará fórmulas que possam dar conta das dinâmicas sociais que levam às vulnerabilidades”, pontua.

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