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Documentário sobre homens negros gays é tema de TCC de estudantes da UnB

Curta tem como objetivo mostrar como é a vida dessa parcela da população em Brasília. Projeto faz campanha para arrecadar recursos

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postado em 27/10/2016 09:57 / atualizado em 27/10/2016 10:59

Ana Carolina Matias
 

 

Os estudantes de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB) Bruno Victor dos Santos Almeida, 25 anos, e Marcus Vinícius Mesquita, 33 anos, são os diretores do documentário Afronte. O objetivo do documentário de ficção, que, no momento está na fase de pré-produção, é mostrar como é a vida de um jovem negro gay na capital federal. “A gente nunca viu nenhum material que era direcionado para a gente, nunca nos vimos representados pela mídia ou pela política. Em qualquer ambiente, nós não estamos sendo representados”, observa Bruno, sobre a motivação para produzir o filme.  

O curta Afronte surgiu como trabalho de conclusão de curso dos dois estudantes, que viram a oportunidade de falar sobre o tema que faz parte da vida deles. Além dos diretores, a equipe do filme conta com quatro produtores, uma pessoa no som, dois fotógrafos e um designer gráfico. A professora da Faculdade de Comunicação (FAC/UnB) orientadora do projeto é Liliane Machado. Segundo Bruno, as filmagens devem começar em novembro aproveitando a semana da consciência negra.

 

 

 

Segundo o jovem,  o tema é muito ignorado e é de suma importância que seja abordado para que negros homossexuais possam ser vistos com outros olhos pela sociedade e para que eles também se vejam representados em algum lugar. “O curta é um grito de liberdade para a gente se mostrar para a sociedade”, comenta ele, que percebe que pretos e pardos com essa orientação sexual costumam ser representados de forma negativa e pejorativa em filmes, novelas e até nos noticiários, já que ocupam papéis estereotipados. "Só que, na verdade, eles estão em todos os locais, ocupam diversas profissões. A gente quer mostrar que o negro gay tem uma vida normal, estuda, trabalha e quer tudo de maneira muito digna”, afirma.

Os diretores procuram ajuda para a produção do filme já que a produção de um filme custa caro. No total eles precisam arrecadar R$ 15 mil. “Estamos pedindo essa ajuda para que a gente consiga terminar o filme,  já que a quantia é para o total de seis meses de produção", finaliza Bruno. Por meio do site, é possível fazer doações para a produção do filme.

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