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Correio Braziliense

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UNE e Ubes convocam protesto para o dia da votação da PEC 55

Estudantes avaliam que aprovação da proposta que limita os gastos da União reduzirá os investimentos no ensino. Esperam que jovens e docentes de todas os estados estarão dia 29 próximo na capital federal

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postado em 18/11/2016 21:38 / atualizado em 21/11/2016 18:31

 

Manifestações, organização de ocupações e mudanças na rotina de técnicos administrativos das universidades e das unidades de ensino médio transformaram os ambientes escolares. A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e outras entidades representativas do movimento estudantil, convocaram um ato contra a Proposta de Emenda Constitucional 55, em tramitação no Senado Federal, para 29 de novembro, em Brasília. Aprovada na Câmara como PEC 241, a proposta limita o aumento das despesas do governo federal ao índice da inflação do ano anterior, por 20 anos, a partir de 2017.
 

Os organizadores ainda não têm estimativa de quantas pessoas chegarão à cidade para a manifestação. Eles estão utilizando as redes sociais para convocar os participantes. A expectativa é de que venham para Brasília estudantes e docentes da maioria da unidades da Federação, que se opõem à restrição orçamentária imposta pela PEC 55 e também à Medida Provisória 746, que reformula o ensino médio.

Para as entidades estudantis e parcela dos docentes, as propostas do governo vão implicar graves prejuízos ao ensino no país. Avaliam a que a PEC 55 congelará os investimentos no setor, apesar de todas as negativas do Ministério da Educação.

 

Embora haja consenso de que o ensino médio precisa ser reformado, a divergência é quanto ao instrumento usado pelo Executivo: medida provisória. No entendimento de estudantes e professores, MP limita a participação dos interessados em todo os processo de revisão do ensino secundário e introduz alterações que entendem ser prejudiciais à formação dos alunos.

Ocupação na UnB

 

A manifestação se soma às ocupações dos estabelecimentos na maior parte do país. Jadi, uma das responsáveis pela comunicação da ocupação da reitoria da Universidade de Brasília (UnB), conta como o movimento se organiza desde 31 de outubro. Segundo ela, 16 blocos foram ocupados. “Temos a comissão de infraestrutura que recebe doações, cuida do espaço, fez um inventário dos bens existentes no espaço para evitar, posteriormente, qualquer tipo pedido de ressarcimento dos grupos opositores, A comissão de negociação cuida do diálogo com o reitor, professores e com o próprio Ministério da Educação (MEC); e a de comunicação, que recebe a mídia e pessoas que querem saber detalhes da ocupação”, explica.

Segundo ela, há ainda a comissão de segurança, que recepciona e controla o entra e sai de pessoas. “Até porque a gente precisa se resguardar , pois já tivemos visitas de grupos que usam da violência”, completa. Por fim, há a comissão de cultura que dialoga com os apoiadores do movimento.

 

 

Os organizadores promovem aulas e atividades de cunho político e cultural nos espaços ocupados: “Vários professores entram em contato com a comissão de cultura e marcam suas aulas. Muitas ocorrem na reitoria, em volta dos prédios ocupados ou em salas em que os próprios ocupantes liberam, e outras atividades como aulas de forró, de ioga, teatro também são promovidas”, diz Jadi. Ela explica que é organização colaborativa.

A estudante admite que o movimento tem apoio de partidos, mas nenhum encabeça a luta, “pois somos alunos independentes”. Jadi garante que a ocupação não impediu as atividades da universidade. Ao contrário. Aumentou a participação social e diálogo entre os estudantes sobre PEC do Teto.

 Jadi faz uma avaliação positiva do movimento organizado por secundaristas e universitários. “A ocupação tem ganhado muitos adeptos pelo Brasil. Vale lembrar que a ocupação da UnB se soma à mesma ação em 240 universidades que têm o mesmo objetivo. A gente entende que é necessário mostrar essa resistência e pressionar os senadores até a votação da PEC”, diz .

 

A ação dos estudantes não está restrita à ocupação. Segundo Jadi, os jovens têm acompanhado e participado das discussões no Congresso Nacional. A UnB tem papel estratégico na luta pela proximidade com o parlamento. Além permite, aos jovens uma vivência política diferentemente daqueles que estão distantes da capital federal.

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