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Correio Braziliense

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Eleições para o DCE da UnB devem ficar para 2017 devido a ocupações

Decisão foi tomada nesta sexta-feira, durante encontro que reúne centros acadêmicos. Pleito estava marcado para 23 e 24 de novembro

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postado em 18/11/2016 23:24

Ana Viriato - Esp. para o CB /

As eleições para o Diretório Central de Estudantes (DCE) Honestino Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB), provavelmente, ocorrerão apenas em 2017. A decisão foi tomada no encontro do Conselho de Entidades de Base (CEB), integrado por todos os Centros Acadêmicos (CAs) da instituição de ensino superior, nesta sexta-feira (18/11). Entre as 63 entidades presentes, 34 mostraram-se favoráveis ao adiamento das votações, que, a princípio, seriam realizadas em 23 e 24 de novembro. 

A decisão acirrou ainda mais os ânimos entre os estudantes contrários e favoráveis às ocupações na universidade. Organizador do movimento #RespeitaMinhaAula, Bruno Moura, afirma que a deliberação acerca da prorrogação das eleições não ocorreu dentro dos moldes previstos. "Segundo determinação do estatuto, seria necessária a aprovação de dois terços dos CAs presentes para caracterizar o adiamento. Entretanto, durante a reunião, a chapa Todas as Vozes apresentou um recurso que garantiu a contabilização dos votos conforme maioria simples", explicou. Caso a deliberação tivesse ocorrido no formato usual, seria necessário o aval de 42 Centros Acadêmicos para garantir a prorrogação das eleições.

O estudante ressaltou, ainda, que o Conselho só teria competência para julgar documentos em segunda instância e criticou a abertura da inscrição de novos CAs para a votação. "O CEB de hoje era apenas uma continuação do anterior. Isso significa que apenas as entidades escritas desde a última quarta-feira poderiam participar", declarou. 

A integrante da chapa Todas as Vozes, Jade Santana, rebateu as críticas. De acordo com ela, o processo encontrava-se em segunda instância, posto que a primeira entidade com competência para julgar o recurso seria o DCE, que, no momento, está nas mãos da Comissão Eleitoral. "Para não gerar conflitos e garantir a imparcialidade, entregou-se o caso nas mãos do CEB. A decisão foi decretada pela maioria. Após isso, garantiu-se a democracia, também, na deliberação sobre o adiamento das eleições. O processo ocorreu dentro do trâmite correto", defendeu. 

A estudante reforçou, ainda, a importância da prorrogação do pleito para a garantir o aspecto democrático das eleições. "Dez cursos estão em greve estudantil. Entre eles, um dos maiores: o de letras. Conforme percebemos nos debates, a universidade está esvaziada. Mais da metade do colégio eleitoral não está presente. Conduzir votações neste cenário seria antidemocrático", apontou. 

O Conselho de Entidades de Base promoverá, na próxima segunda e terça-feiras, novos encontros para definir os rumos das eleições. Entre os temas da pauta, está a designação de uma comissão para assumir o DCE até a realização do pleito e a definição da data das deliberações. Neste momento, o diretório está nas mãos da Comissão Eleitoral. 

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