Fies

Ministro fala em rombo estratosférico e diz que são necessárias

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postado em 28/11/2016 18:38

Em reunião com representantes da Associação Comercial de São Paulo, nesta segunda-feira, 28, na capital paulista, o ministro da Educação, Mendonça Filho, garantiu que programas de acesso à educação superior, como o Universidade para Todos (ProUni) e o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) serão mantidos no próximo ano, porém devem ser modificados para garantir sustentabilidade e eficiência. “Pretendemos reformular o Fies, garantindo a saúde financeira e o equilíbrio necessários. De acordo com dados publicados recentemente pelo Tribunal de Contas da União, o que se projeta [para o Fies] é um rombo estratosférico de abalar a República”, salientou o ministro.

 

Mendonça garantiu, no entanto, que o governo não pretende mudar o Fies sem antes discutir as inovações com a sociedade. “Vamos enfatizar a sustentabilidade. São programas importantes para o país, que não podem ser usados para ganhos eleitorais”, reiterou Mendonça, lembrando que é preciso estimular o debate para que o Brasil encare a educação como essencial para o salto de qualidade de desenvolvimento almejado. “Educação é fundamental para a justiça social”, concluiu Mendonça Filho.

 

Valorização

Flexibilização do ensino médio e valorização da educação profissional também foram abordados durante a reunião. Para Mendonça, o ensino médio é o grande gargalo da educação brasileira e precisa de reformas urgentes. “Hoje temos 1,7 milhão de jovens que não estudam nem trabalham, e mais de 1 milhão de jovens de 17 anos fora do ensino médio. O modelo atual afasta o estudante da escola”, afirmou o ministro.

 

O ministro também defendeu a flexibilização do ensino médio, como forma de aumentar a permanência do jovem nas salas de aula. “Hoje o ensino médio tem um currículo fixo de três anos para qualquer estudante, o que propomos é que tenha flexibilidade para que o jovem siga o seu rumo de acordo com sua vocação e vontade”, disse.

 

Na educação profissional, Mendonça alertou que, no Brasil, apenas 8% dos jovens têm acesso à educação profissional enquanto fazem o ensino médio, número muito inferior a países mais desenvolvidos da Europa e da Ásia, que chegam a ter 40% dos jovens cursando o ensino técnico. “O que norteia a reforma do ensino médio é a tese de uma base comum e de um itinerário formativo dentro das vocações do estudante”, disse.

 

 

 

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