Aprovados em medicina na UnB e na Escs revelam como conquistaram a vaga

Estudantes enfrentaram rotina de estudos muito intensa para ingressar na faculdade

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postado em 03/02/2017 12:10 / atualizado em 03/02/2017 19:15

O cearense Jeoman Mariano, 19 anos, passou em primeiro lugar para medicina na Universidade de Brasília (UnB) por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano. “Eu sempre pensei que me tornaria engenheiro por gostar mais de exatas. Passei no segundo semestre do 3° ano para engenharia da computação por meio do vestibular tradicional, mas, depois de dois anos e meio, vi que não era aquilo que eu queria”, lembra. Conversando com amigos do curso de medicina, Jeoman decidiu que iria deixar as exatas de lado e investir na área de saúde.

 

Arquivo pessoal
 

 

Morador do sudoeste, Jeoman tinha uma rotina de estudos intensa. “Entrei para um cursinho pré-vestibular e estudava das 7h às 21h, de segunda a sexta-feira. Sábado também estudava o dia todo e domingo, pela manhã”, conta o calouro da UnB, que só dava uma pausa para o almoço e lanches. Jeoman estudava por meio de apostilas, livros didáticos e provas anteriores. “Minha maior dificuldade era química e redação. Para a primeira matéria, eu identifiquei os conteúdos que tinha mais dificuldade e contratei um professor particular para me ajudar. Também comecei a fazer duas redações por semana e, como meus pais são revisores de texto, eles me ajudam nessa parte”, relembra.  

Outra coisa que o aluno fazia era estudar todas as matérias com afinco, como música, artes plásticas e cênicas, sociologia e filosofia. “Vejo muita gente que simplesmente ignora essas matérias e perdem pontos à toa”, diz. Além disso, Jeoman estudava os conteúdos como se fosse ensinar para alguém. “Eu ensinava para uma amiga e isso fazia com que as matérias fixassem mais. Também praticava exercícios físicos antes de ir para o cursinho para chegar com bastante energia”, relata.

Arquivo pessoal
 

 

Para conseguir a vaga, Jeoman teve que abdicar de algumas atividades, pois a prioridade era passar na UnB . “Deixei de fazer aulas de violão, academia e recusava convites para sair para poder estudar. Porém, não fiquei estressado. Todo o esforço era feito com vontade”, diz o aluno que sempre teve o apoio da família e dos amigos na luta pela conquista da vaga.  

Sonho em ser médica

Desde criança, Ana Paula Barros queria ser médica. Agora,  aos 18 anos, ela passou em medicina na Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). “Fiquei muito feliz e aliviada, pois me esforcei muito para conseguir essa vaga. Pretendo me especializar na área de pediatria porque gosto de crianças”, comemora.

 

Arquivo pessoal
 

 

Segundo a estudante, conquistar uma vaga para um curso tão concorrido é possível por meio de muita dedicação. Durante o 1° e 2° anos do ensino médio, Ana Paula, que sempre prezou por ter boas notas, fez cursinho pré Pas. No segundo ano, ela conseguiu passar para o curso de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB). No terceiro ano, Ana Paula conseguiu uma vaga para o curso de medicina na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) “Meu pai me apoiou caso eu quisesse estudar lá, mas eu estava só testando os conhecimentos”, lembra a caloura da Escs, que sempre contou com o apoio psicológico e financeiro dos pais.

Mas a moradora da Vila Planalto queria ingressar na Escs. Entrou em um cursinho preparatório para o Enem e continuou em busca do objetivo de ser médica. “Estudava de segunda a sexta-feira. Aos sábados,  também estudava pela manhã e à tarde — sempre com apostilas, livros e cadernos do ensino médio”, lembra a estudante que reservava os domingos para se dedicar à família e à igreja.

 

Arquivo pessoal
 

 

Para conseguir a vaga  tão disputada, às vezes, é necessário abster-se de algumas coisas. Ana Paula abriu mão do balé, que gostava muito. “Também não podia sair nas sextas-feiras porque tinha aulas nas manhãs de sábado. Perdi muitas viagens porque tinha aula nos feriados”, conta a  caloura que  obteve 768,8 em ciências da natureza e suas tecnologias; 799,6 em ciências humanas e suas tecnologias; 692,1 em linguagens, códigos e suas tecnologias; 840,6 em matemática e suas tecnologias e 920 na redação.

Segundo a futura médica, ser persistente é a chave do sucesso para quem deseja competir com vagas tão disputadas. “Cada pessoa tem o seu tempo. Vi meus amigos passando no 3° ano do ensino médio,  e eu não. Mas isso foi importante para eu ingressar na faculdade mais madura”, garante.

Confira dicas para ajudar nos estudos dos feras que conseguiram a vaga tão sonhada:

-Dormir pelo menos 8 horas por dia

-Alimentar-se corretamente

-Aprender os conteúdos como se fosse ensinar para alguém

-Praticar exercícios físicos

-Identificar os conteúdos que têm mais dificuldade e, se possível, contratar um profissional para ajudar

-Pesquisar sobre atualidades

-Ter a prática da escrita

-Revisar matérias periodicamente

-Fazer resumos com o que você acabou de estudar

-Estudar com animação e foco

-Se sentir que está muito cansado, dê uma pausa, distraia-se um pouco


*Estagiária sob supervisão de Ana Sá