Estudante da UnB segue desaparecido e família planeja busca na Argentina

Aluno de história, Matheus não manda notícia desde 10 de fevereiro. Na manhã desta terça-feira (21), o padrasto dele publicou texto no Facebook detalhando o caso. Ele, a mãe e as irmãs do jovem moram em Portugal

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postado em 21/02/2017 13:41 / atualizado em 21/02/2017 13:44

Arquivo pessoal
 

 

Continua desaparecido o estudante da Universidade de Brasília (UnB) Matheus Amorim Lopes, 20 anos. A família do jovem não tem notícias dele há 11 dias, quando mandou uma mensagem da Argentina para a mãe, a jornalista Rovênia Amorim.

Na última vez em que se comunicaram, por mensagens no Facebook, em 10 de fevereiro, Matheus informou estar na cidade argentina de San Luis. Eles disse ainda que ficaria em uma montanha meditando, incomunicável por alguns dias. A família, no entanto, considera que já passou tempo demais. Além disso, a passagem de volta para Brasília, a partir de Florianópolis, estava reservada para a última quinta-feira (15/2).

Na manhã desta terça-feira (21), o padrasto de Matheus, o empresário Luiz Roberto Fernandes, publicou um texto no Facebook detalhando o caso. Ele, Rovênia e as duas filhas, gêmeas, estão morando em Portugal, onde a mãe cursa doutorado.

Luiz Roberto explicou que Matheus decidiu fazer um passeio pela América do Sul, no esquema mochileiro, de última hora. Ele pediu aos amigos e a todos que estão acompanhando o caso para que rezem. E anunciou que está planejando pegar um avião para a Argentina, caso Matheus não se comunique nas próximas horas. Confira o texto na íntegra:
 
"Queridos amigos, agradeço a preocupação de todos e como vejo que as informações sobre o Matheus Amorim ainda estão picotadas, e todos querendo saber um pouco mais para ajudar, orar, enfim, passar uma boa energia, vou tentar colocá-los a par de tudo.

Comprei uma passagem para Floripa de ida e volta para que o Matheus pudesse ficar 15 dias com meu irmão e a família dele, que moram lá, e viajei para Portugal com a Rovênia Amorim e as nossas filhas (gêmeas) para que ela pudesse cursar o doutorado e tivéssemos todos uma experiência diferente nos próximos anos. Ele não veio, pois está a cursar história na UnB.

Chegando lá em Floripa, o Matheus resolveu ir ao Uruguai. Disse que tinha tomado a decisão de estender a viagem de supetão, pediu desculpas por isso, mas foi. Chegou em Punta del Leste e ficou alguns dias com um casal de amigos que contou, depois que o caso se tornou público, por áudio, que ele estava sem o carregador de celular e numa 'vibe' de se isolar um pouco, meditar, se aventurar.

Ficamos trocando mensagens com ele e pedindo que nos informasse de tudo, onde ia ficar, com quem, quanto tempo, enfim, que nos indicasse cada passo dado. Nas mensagens, dizia que nos amava e pedia para que não nos preocupássemos.

De Punta foi sozinho para Colônia, onde ficou em um hostel alguns dias. Nos informou de tudo, inclusive o nome do hostel, do casal de amigos em Punta e estávamos cientes de tudo até então, apesar de angustiados com essa mudança brusca nos plano e a distância que nos limitava a ação. A partir daí, ele nos informou que ia à Argentina.

Achamos, pela conversa que tivemos, que fosse apenas pegar o ferry boat em uma viagem simples e rápida até Buenos Aires, mas entrou em contato conosco pela última vez, pelo Facebook, já em San Luís, por meio do aparelho de um companheiro que conheceu na viagem, o qual não sabemos nada sobre ele.

Disse que ia subir uma montanha, estava apressado, a Rovênia tentou extrair mais dele, mas não conseguiu. Disse que ia ficar incomunicável por alguns dias e isso aconteceu no dia 10/2/2017. O tempo passou, mas, pelo encadeamento dos fatos, tudo indica que esteja bem, desmiolado talvez, mas bem.

Porém, com o passar do tempo e a falta de informações não é possível descartar nada. O tempo é inimigo nesses casos. Agora que resolvemos tornar o caso público, agradecemos qualquer ajuda, oração ou mesmo pensamento positivo. Se nada acontecer nos próximos dias, faço a mala e vou. Obrigado e abraços a todos."