Educação superior

Estudante mineira é aceita em doutorado em engenharia de Oxford

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 30/05/2017 20:13

Aos 24 anos e com um currículo formado em instituições públicas, a engenheira mecânica Bárbara Emanuella Souza é a primeira mulher brasileira aceita no doutorado da escola de engenharia de Oxford, universidade do Reino Unido. A notícia chegou a ela poucos meses após a conclusão do curso de engenharia na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina (MG), que ocorreu no início deste ano. “Fiquei muito feliz porque venho de uma universidade pequena. Muitas pessoas pensam que por estar em uma universidade pequena a gente fica limitado, mas não. Isso não limita a gente de ir em busca de novos horizontes”, disse.

 

Para Bárbara, o curso de engenharia em si já foi um desafio, uma vez que, em sua visão, se trata de uma graduação tradicionalmente escolhida por homens. “Tinha aulas em que eu era a única mulher em sala”, conta. A recém-formada afirma que sempre teve vontade de seguir a carreira de engenheira e escolheu a UFVJM porque se situa na cidade onde nasceu e sempre viveu ao lado dos pais. O fato da família não ter recursos para custear a ida da estudante para outra cidade também pesou. “Decidi estudar aqui por ter minha vida toda aqui e por acreditar na universidade. Meus pais não têm muito dinheiro, então eu tinha medo de ir para outra cidade e não poder arcar.”

 

Em Oxford, Bárbara vai fazer pesquisas sobre redes de metais orgânicos e suas associações, com o intuito de criar novas e melhores formas de tratamento contra o câncer. “O principal tratamento contra o câncer é a quimioterapia, mas a droga quando é administrada afeta todo o organismo do paciente e não só a região doente. Então, se conseguir desenvolver nanopartículas que façam o carregamento do fármaco diretamente para a região doente do corpo, essa liberação controlada significa não apenas a diminuição dos efeitos colaterais, mas também o aumento da eficácia das drogas”, explicou. Segundo ela, os desmembramentos desta pesquisa podem levar a novas formas de diagnóstico e tratamentos menos invasivos. 

 

 

 

 

 

Portal MEC