CIÊNCIA

UnB recebe cientista vencedor do Prêmio Nobel

Aaron Ciechanover desenvolve estudos aplicados à medicina personalizada e à produção de medicamentos. Visita à Universidade acontece em 10 de agosto

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postado em 10/07/2017 19:42 / atualizado em 10/07/2017 19:45

Divulgação
O cientista Aaron Ciechanover, vencedor do prêmio Nobel de Química, ministra no próximo dia 10 de agosto a palestra O sistema proteolítico ubiquitina: de mecanismos básicos e doenças humanas até o desenvolvimento de medicamentos. O evento acontece às 11h no auditório da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), no campus Darcy Ribeiro.

Parceria entre a biofarmacêutica global AstraZeneca e o Nobel Media, a ação é parte do programa Nobel Prize Inspiration Initiative (NPII), que leva premiados pelo Nobel para universidades e centros de pesquisas a fim de inspirar e envolver jovens cientistas, a comunidade científica e o público. A atividade integra, ainda, as comemorações pelos 55 anos da Universidade de Brasília.

No mesmo dia 10, às 15h, no Auditório da Reitoria, o pesquisador será homenageado pela UnB com o título de Doutor Honoris Causa. A decana de Pós-Graduação, Helena Shimizu, autora da proposta aprovada por aclamação na reunião do Conselho Universitário da última sexta-feira (7), destacou a relevância das pesquisas de Ciechanover.

"O professor Aaron foi um dos responsáveis por estudos de extrema importância sobre processos celulares, que abriram caminhos para o entendimento de doenças como o câncer. É um privilégio para nós recebê-lo na UnB. Tenho certeza de que a fala dele será inspiradora para nossos estudantes, professores e pesquisadores", afirmou a decana. Além da visita à Universidade de Brasília, o laureado também fará palestras no Rio de Janeiro e em São Paulo.

PERFIL

Aaron Ciechanover nasceu em Haifa, Israel, em 1947. Ele é mestre em Ciências e doutor em Medicina pela Universidade Hebraica, em Jerusalém, além de professor honorário na Faculdade de Medicina do Instituto Israelense de Tecnologia (Technion), em Haifa. Entre as várias condecorações recebidas na carreira, destacam-se o Prêmio Albert Lasker de 2000, o Prêmio Israel de 2003 e o Prêmio Nobel de Química de 2004.

Em seus estudos, Ciechanover, o também israelense Avram Hershko e o norte-americano Irwin Rose desvendaram um processo orgânico que identifica proteínas indesejadas, enviando-as a uma espécie de triturador de lixo celular, denominado proteassoma. O trio descobriu que as proteínas inativas são marcadas dentro da célula com um peptídeo chamado ubiquitina, que funciona como um sinal de destruição. Os pesquisadores chamaram esse sinal de beijo da morte.

“Descobrimos um sistema que tem como uma de suas maiores funções o descarte de dejetos de proteínas do corpo, o ubiquitina. Esse sistema identifica proteínas inúteis e modificadas, que são prejudiciais e devem ser, de maneira seletiva, removidas do corpo, mantendo todos os componentes saudáveis que continuam exercendo suas funções vitais", explica Ciechanover.

"Esta descoberta está diretamente relacionada ao câncer, pois, se algo dá errado com o sistema e proteínas anormais são acumuladas, infelizmente podemos ser acometidos pela doença. O mesmo é verdadeiro para muitas doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, onde proteínas que deveriam ser descartadas são acumuladas e levam à destruição de células saudáveis do cérebro”, completa, ressaltando a importância do achado.

Hershko e Ciechanover começaram a trabalhar juntos nas pesquisas sobre o sistema ubiquitina quando o primeiro foi orientador da tese de doutorado do segundo, na Faculdade de Medicina do Technion. Atualmente, os estudos científicos desenvolvidos pela equipe são amplamente aplicados aos conceitos da medicina personalizada e ao desenvolvimento de medicamentos farmacêuticos.

SERVIÇO

Palestra com Aaron Ciechanover, ganhador do Nobel de Química
Data: 10 de agosto de 2017
Local: Auditório da ADUnB
Horário: 11h


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