Servidores da UnB paralisam atividades por causa de corte de gastos

Eles se manifestam contra a redução do orçamento público para as universidades e institutos federais

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postado em 02/08/2017 17:22 / atualizado em 09/08/2017 14:45

Os cortes nos orçamentos das instituições de ensino federais motivaram a paralisação de servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) nesta quarta-feira (2). O ato faz parte de uma programação nacional de mobilizações.

 

Beto Monteiro/Secom UnB

A decisão pela adesão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) na última quinta-feira (27), que contou com a participação da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

 

O encontro debateu, entre outros assuntos, a demissão de 200 trabalhadores terceirizados e a previsão de novos cortes de pessoal. Os presentes decidiram pela participação na paralisação desta quarta-feira (2) — que coincide simbolicamente com a votação em plenário das denúncias contra o presidente Michel Temer — e a promoção de um ato em frente à reitoria como forma de se manifestar conta o corte de gastos. 

 

Também no dia 27, o grupo se encontrou com a administração da UnB e entrengou ofício contrário aos cortes orçamentários nas universidades.

ADUnB instalará tesourômetro

A ADUnB vai inaugurar, em 9 de agosto, o Tesourômetro, painel eletrônico que mostra, minuto a minuto, o impacto em reais dos cortes de financiamento federal para as áreas da ciência, tecnologia e humanidades desde 2015. O Tesourômetro ficará exposto na 608 Sul entre 9 de agosto e 8 de outubro. Antes da UnB, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também instalaram painéis semelhantes.

 

A ADUnB se baseia em cálculos como o do economista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carlos Frederico Leão Rocha, que estima que os cortes deste ano serão de R$ 4,3 bilhões, o que significa uma perda de quase R$ 12 milhões por dia, R$ 500 mil por hora ou mais de R$ 8 mil por minuto. A estimativa é de que isso represente perda de cerca de 50% do total de financiamento para a produção de conhecimento nesses dois anos.


A ação faz parte da campanha Conhecimento Sem Cortes, uma mobilização promovida por professores, cientistas, estudantes, pesquisadores e técnicos em oposição à redução dos investimentos federais nas áreas de ciência, tecnologia e humanidades. Saiba mais pelo site.