Professores inauguram "Tesourômetro" para mostrar cortes na educação

Painel está instalado na 608 Sul, com o objetivo de despertar a atenção da sociedade para os cortes nas áreas de ciência e tecnologia e nas instituições federais de ensino superior

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postado em 09/08/2017 18:58 / atualizado em 09/08/2017 20:12

Divulgação
 
 
A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) inaugurou, às 17h desta quarta-feira (9), o Tesourômetro, painel que mostra, minuto a minuto, o impacto em reais dos cortes de financiamento federal para as áreas da ciência, tecnologia e humanidades desde 2015, tendo como referência o orçamento federal aprovado para aquele ano. A tela ficará exposta no conjunto G da 608 Sul. 
 
 
O presidente da AdunB, Virgílio Arraes, acredita que o painel vai chamar a atenção da população para a atual situação da educação superior. “Sabemos que, com a crise, a população acaba se preocupando com os próprios problemas e empregos, mas nosso objetivo é despertar na sociedade o debate de que, para o país sair dessa situação, é necessário investir e valorizar os setores de ciência, tecnologia e a educação superior”, garante. 
 
Segundo Arraes, o projeto é fruto de discussão entre as associações de professores universitários do DF, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. “Propomos a criação de algo semelhante ao Impostômetro, com um cálculo feito pela Associação dos Docentes do Rio de Janeiro, para mostrar para a população os cortes”, explica. 
 
De acordo com os cálculos realizados pelo economista Carlos Frederico Leão Rocha, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os cortes deste ano serão de R$ 4,3 bilhões. Esse número significa uma perda de quase R$ 12 milhões por dia, R$ 500 mil por hora ou mais de R$ 8 mil por minuto. “Se você pegar o que temos hoje disponível para ciência, tecnologia e educação superior, é 50% do que tínhamos em 2015”, explica.