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Militantes do Diretório Negro ocupam salas de aula da UnB

A principal reivindicação é a não aprovação do marco temporal da demarcação de terras indígenas e quilombolas

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postado em 15/08/2017 16:30 / atualizado em 15/08/2017 21:40


 
Estudantes e professores que chegaram na manhã desta terça-feira (15) à Universidade de Brasília (UnB) foram surpreendidos pela nova ocupação que está ocorrendo no Bloco de Salas de Aula Sul (BSAS). O prédio, perto do Instituto Central de Ciências (ICC), o Minhocão, abriga 50 salas de aula, além de dois laboratórios de informática. São 850 disciplinas ministradas no local para cerca de 3 mil alunos.

O Diretório Negro da universidade – Quilombo-, responsável pela ocupação, divulgou, na madrugada desta terça-feira (15), uma publicação no facebook relatando as pautas reivindicatórias. Além da paralisação dos cortes orçamentários da instituição e maior diálogo com a administração, os manifestantes protestam pela não aprovação do marco temporal das demarcações de terras indígenas e quilombolas, que será votado pelo Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (16). Os cortes nos gastos com educação, o fechamento das universidades e a demissão de terceirizados também são razões para o protesto dos estudantes. O ato ainda presta solidariedade a Rafael Braga, jovem que teria sido preso e condenado injustamente durante manifestações contra os preços das passagens do transporte público no Rio de Janeiro, em 2013.

Nos post, os alunos pedem doações como comida, material de limpeza e papelaria, colchonetes, cobertores e dinheiro para ajudar a custear a vinda de quilombolas para Brasília, para a ocasião da votação que ocorrerá no STF, e para a estrutura da ocupação. 

Reitoria

Em nota, a administração da universidade informa que o movimento não era esperado, uma vez que a Reitoria mantém canais de diálogo com grupos estudantis, e que nenhuma pauta de reivindicação foi enviada até o momento. O chefe de gabinete da Reitoria e professor Paulo César Marques conta que houve um encontro nesta manhã com alguns estudantes envolvidos com a ocupação. A falta de diálogo sobre os cortes orçamentários da instituição é uma das denúncias que os estudantes relataram. Entretanto, Paulo afirma que todas as informações são disponibilizadas para toda a comunidade acadêmica. O chefe de gabinete também informa que não foi recebido nenhum documento resultante da assembleia de estudantes, que ocorreu nesta terça-feira (15), para aprovar a ocupação. “Queremos o restabelecimento imediato do funcionamento do bloco de salas de aula”, completa o professor.
 
*Estagiário sob supervisão de Ana Sá