UnB recorre ao MPF para liberar bloco ocupado por estudantes há uma semana

Após acordo, alunos da UnB prometerem desocupar bloco até as 16h. A ocupação foi feita na noite da segunda-feira 14/8. Manifestantes denunciam 'racismo institucional' e pedem recontratação de terceirizados

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postado em 21/08/2017 15:12 / atualizado em 21/08/2017 15:23

Após uma intermediação do Ministério Público Federal (MPF), alunos que ocupam o Bloco de Salas de Aula (BSA) Sul e representantes da reitoria da Universidade de Brasília  (UnB) entraram em um acordo. Em uma reunião intermediada por duas procuradoras nesta manhã de segunda-feira  (21/8) ficou acordado a desocupação do prédio até 16h. A UnB se comprometeu a cumprir algumas reivindicações dos estudantes que estavam no local há uma semana.


 
Os alunos já começaram a retirar as cadeiras e carteiras que formavam as barricadas na entrada do prédio. Não há registro de tumultos. Uma equipe da reitoria acompanha a movimentação do lado de fora. A estimativa é que ao menos 20 pessoas estejam dentro do BSA Sul. A entrega do local deve ocorrer até 16h, com uma vistoria de representantes da reitoria.
 
Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

O grupo formado pelo Diretório Negro, pelo Centro de Convivência de Mulheres, dentre outros, reinvidicava a posse do coordenador do Centro de Convivência Negra, a  recontratação dos profissionais terceirizados cortados da UnB, o rascimo institucional,  dentre outras reivindicações. Na reunião ficou acordada a posse, mas os alunos não foram atendidos com relação aos cortes de trabalhadores. Para isso ficou acordado a realização de um seminário para discutir o assunto, que deve ocorrer em até 15 dias.
 
De acordo com a Administração Superior da UnB, foi necessária a ajuda do Ministério Público Federal, pois o grupo se negou a receber a segunda notificação de desocupação.
 
A ação teve início na noite de segunda-feira (14/8), quando os alunos bloqueram as entradas do edifício com mesas e cadeiras.  Na manhã de quarta-feira (16/8), os estudantes bloquearam a L4 Sul, próximo à saída do Centro Comunitário. Segundo informações da Polícia Militar, eles atearam fogo em pedaços de madeira e os jogaram na pista. As chamas foram apagadas e a pista, liberada cerca de uma hora depois.

O BSA Sul abriga mais de 850 aulas semanais, de 485 turmas, que atendem a uma média diária de aproximadamente 6,4 mil estudantes, todos extremamente prejudicados com a interrupção abrupta das atividades.