No DF, apenas cursos da UnB e da Escs conseguem conceito 5 no Enade 2016

Resultados do exame que avalia o ensino superior no Brasil foram apresentados nesta sexta-feira (1º). A edição mais recente se concentrou em graduações de saúde, ciências agrárias, produção alimentícia, recursos naturais e segurança

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postado em 01/09/2017 11:00 / atualizado em 01/09/2017 17:19

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2016 avaliou 4.300 cursos de 18 áreas em 997 instituições de ensino de 942 municípios 27 unidades da Federação. No total, a prova teve 216.064 estudantes inscritos e 195.757 participantes. No ano passado, foram avaliados bacharelados e licenciaturas de saúde, ciências agrárias e áreas afins, além de cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança.


Enfermagem foi o curso com maior número de alunos no exame: foram 35.713 inscritos, dos quais 32.895 compareceram à prova. No outro extremo, tecnologia em gestão hospitalar foi a formação com menor número de participantes: 750 inscritos e 646 presentes no teste. Os resultados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Representantes dos órgãos comentam os resultados em coletiva de imprensa marcada para as 11h desta sexta-feira (1º).


Na edição de 2016 do Enade, apenas cursos de instituições de ensino superior públicas do Distrito Federal conseguiram conceito 5 (o máximo): as graduações em enfermagem da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e em enfermagem, serviço social, nutrição, farmácia, fisioterapia e educação física da Universidade de Brasília (UnB). Tanto a formação em medicina da Escs quanto a da UnB receberam o conceito 4 — os únicos na área em Brasília com essa pontuação, já que os cursos da Universidade Católica de Brasília (UCB) e da Faculdades Integradas da União Educacional Do Planalto Central (Faciplac) tiraram 2.

Por dentro do DF
Com conceito 4, aparecem cinco cursos da UnB: agronomia, odontologia, farmácia, medicina veterinária e fonoaudiologia. A Universidade Paulista (Unip) conseguiu a mesma pontuação em farmácia, fisioterapia, nutrição, biomedicina, educação física e tecnologia em radiologia. O Centro Universitário Euro-Americano (Unieuro) aparece com farmácia e educação física. O Centro Universitário Iesb também aparece com dois cursos: serviço social e enfermagem. A Faculdade LS conquistou conceito 4 em enfermagem e tecnologia em gestão hospitalar. A Universidade Católica de Brasília (UCB) figurou no rol com biomedicina. A Faculdade de Tecnologia CNA conseguiu 4 em tecnologia em agronegócios.  A Faculdades Integradas Promove de Brasília conseguiu 4 em agronomia.


No extremo oposto, tiraram conceito 1 no Enade os cursos de farmácia da Faculdade Anhanguera de Brasília, serviço social da UCB, de fonoaudiologia da Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan) e de medicina veterinária da Faculdades Promove. Apenas o curso de nutrição da Anhanguera ficou sem conceito no exame: nenhum dos 12 alunos inscritos apareceu para fazer a prova. Confira o desempenho completo de todos os cursos do DF em documento elaborado pelo Eu, Estudante.

 

Avaliação dos cursos

O desempenho dos alunos no Enade é um dos critérios para a qualidade das instituições de ensino. Outros fatores são estrutura e corpo docente. Os testes são aplicados em ciclos de três anos. Ou seja, cursos na área de saúde, ciências agrárias e áreas afins, além de cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança terão sua vez novamente em 2019. Nesse tempo, as faculdades que não tiveram resultados favoráveis terão acompanhamento para melhoria de qualidade.

O secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori, explica que o governo federal se reúne com essas instituições e monitora as adequações. “Os dirigentes propõem medidas para ajustamento de organização, proposta e oferta de curso. Geralmente, os diretores prometem adequação da carga horária, contratação de professores e isso tudo vai refletir no desempenho desses índices”, afirma.

 

Resultados
No total nacional, 40% dos cursos conseguiram conceito 3 no Enade; 23% tiraram 2; 4%, 1; e 2% ficam sem conceito. Já o conceito 5, o mais alto, foi alcançado por apenas 6% dos cursos; enquanto 25% das graduações chegaram ao conceito 4. Entre as formações com a nota máxima, 16% eram de instituições públicas e 3% de faculdades particulares. Confira detalhes sobre o desempenho nos gráficos abaixo:

 

Resultados Enade 2016
Média da formação geral, por área
Resultados comparáveis entre as áreas

 

 

Médias de FG (Formação geral), CE (Conhecimentos específicos) e nota geral por área

 

 

Médias de FG, CE e nota geral por área

 

 

Perfil dos alunos
O questionário socioeconômico revelou que 74,4% dos universitários avaliados são solteiros, 61,5% são os primeiros da família com acesso à educação superior, 56,4% não trabalham, 54,6% moram com pais ou parentes, 51,7% são brancos, 46,9% têm até 25 anos, 44,7% têm gastos financiados pela família, 42,8% estudam de uma a três horas por semana, 29,5% têm renda familiar de 1,5 a três salários mínimos  e  29,6% ingressaram por meio de políticas afirmativas (a maior parte por ter estudado em escola pública).
A medida mais comum de auxílio foi o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), responsável por 27,2% das matrículas. Há ainda alunos que acumularam bolsa parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni) com Fies parcial. No total, 36,5% dos respondentes foram beneficiados por ProUni e/ou Fies.

 

Desde 2013, o Enade só avalia estudantes concluintes. A última vez que estudantes ingressantes foram avaliados foi em 2010. Os estudantes que fizeram a prova podem consultar o boletim individual pelo site.

 

Pouco estudo
O questionário aplicado aos estudantes revelou que 42,8% estudam entre uma e três horas por semana. Os que afirmam apenas assistir aulas representam 2,8%. Foram 29,8% dos entrevistados que disseram estudar entre quatro a sete horas a cada sete dias. Entre oito a 12 horas de estudo foi a resposta de 12,9% dos estudantes. Outros 11,6% são os que acumulam 12 horas ou mais horas semanais de leitura.

“De fato, são poucas horas por dia. Cada vez mais o mundo do trabalho exige uma formação constante que é feita por cada estudante e seu futuro profissional depende disso. As demandas que terão que enfrentar exigem estudo contínuo”, opina a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

 

Já a diretora de avaliação da educação superior, Mariângela Abrão, chama a atenção para a idade em que os cursos são concluídos. “Menos de 50% estão se formando dentro da faixa etária considerada adequada. É possível fazer análises em relação à questão econômica do país. Muitos abandonam os estudos para trabalhar e depois retornar em uma idade mais avançada para concluir os estudos”, resume.

 

Confira a lista completa de graduações avaliadas no Enade 2016

>Bacharelados e licenciaturas
>
Agronomia
>
Biomedicina
>
Educação física
>
Enfermagem
>
Farmácia
>
Fisioterapia
>
Fonoaudiologia
>
Medicina
>
Medicina veterinária
>
Nutrição
>
Odontologia
>
Serviço social
>
Zootecnia
>
Cursos tecnólogos
>
Agronegócio
>Estética e cosmética
>
Gestão ambiental
>
Gestão hospitalar
>
Radiologia

 

Confira os resultados completos do Enade 2016
Confira os resultados do Resultado do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) 2016
Confira apresentação do MEC sobre os resultados Enade/IDD 2016