INTERAÇÃO

Alunos e professores da Universidade de Brasília enterram cápsula do tempo

Evento contou com a participação de mais de cem pessoas, que deixaram mensagens sobre como imaginam a instituição nos próximos cinco anos

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postado em 04/09/2017 16:01 / atualizado em 05/09/2017 11:37

Estudantes e funcionários da Universidade de Brasília (UnB) se reuniram na tarde desta segunda-feira (4) para enterrar uma cápsula do tempo. O objetivo é escrever mensagens para o futuro, contendo as expectativas de melhorias no câmpus Darcy Ribeiro nos próximos cinco anos. O ato ocorreu ao lado do Restaurante Universitário e contou com cerca de cem participantes.

 

O encontro foi organizado por meio de parceria entre o projeto UnB Places, a Diretoria de Esporte e Arte (DEA) e a Associação dos Docentes da UnB (AdUnB). Emília Félix, organizadora do evento e integrante do UnB Places, afirma que o maior ganho do projeto é o estímulo à integração entre alunos, funcionários e professores. “Além disso, a ideia é melhorar a infraestrutura do campus. No lugar onde a cápsula foi enterrada, serão construídos alguns bancos para os estudantes desfrutarem desse espaço que, na maioria das vezes, é vazio”, afirma.

 

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press


Futuro
A ideia do ato é desenterrar a cápsula em 2022. Na ocasião, os organizadores do evento, junto à comunidade acadêmica, pretendem comparar o conteúdo das mensagens com a realidade do câmpus. Fernando Gustavo Barbosa, 20 anos, é aluno de arquitetura e urbanismo. Ele está no primeiro semestre da faculdade e, quando a cápsula for aberta, ele estará no fim da graduação. O jovem espera que nos próximos cinco anos a infraestrutura da instituição esteja mais adequada aos alunos.


“Esses espaços deteriorados têm que ser revitalizados, pois tudo isso acaba impedindo que os estudantes tenham mais conforto no campus”, afirma. Ele deseja ainda que o respeito entre os alunos prevaleça em meio aos casos de intolerância que a instituição vive nos últimos anos. “O apreço com as diferenças deve ser cada vez mais discutido na comunidade acadêmica. Isso é importante para conscientizar os alunos sobre essa onda de violência”, pontua.

Igor Caíque/ repórter CB


Natália Castro, 18, estudante do segundo semestre de medicina veterinária, espera que a UnB se desenvolva em pesquisas científicas. “Estudos acerca do câncer precisa de mais investimentos, assim como as hemácias e as doenças neurológicas. Há muitas dúvidas sobre essas patologias e a gente precisa de mais incentivo para fazer novas descobertas”, diz.

 

Contribuição à comunidade
Na oportunidade, os participantes do evento apreciaram as músicas da banda Comboio Percussivo, que embalou canções que pregam respeito às diferentes etnias, religiões e orientações sexuais. Essas são, também, as expectativas da professora dos cursos de licenciatura Ana Cecília Ferreira Amorim. “Diversidade, tolerância e lutas diárias contra o machismo, racismo e a homofobia devem ser debatidas sempre. Esse projeto prega as relações interpessoais e deve ser estendido para os demais câmpus da UnB”, avalia a docente.

 

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A. Press

A estudante do oitavo semestre de comunicação social Letícia Vieira Lima, 21, escreveu mensagem falando sobre a importância da instituição para a comunidade. “Vários cursos desenvolvem projetos interessantes, que contribuem para o bem-estar da população. Eu espero que nos próximos cinco anos a UnB se destaque ainda mais nessa questão”. Ela afirma, ainda, que projeto é importante, visto que incentiva o sentimento de pertencimento dos alunos. “Quanto mais a gente conhece o espaço acadêmico, mais a gente desenvolve os melhores resultados no nosso curso”, destaca.

 

 

*Estagiário sob supervisão de Ana Paula Lisboa