Como fazer gestores melhores, é foco de Seminário Internacional

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postado em 02/10/2017 19:37 / atualizado em 02/10/2017 19:44

Para que um educador se torne um gestor é  necessário um processo de desenvolvimento  pedagógico, é  o que afirma Alexsandro Santos do Instituto Unibanco na abertura do segundo é último dia do Seminário Internacional Caminhos para a qualidade da educação pública. Ele explica que esse conhecimento tão necessário ao gestor educacional é  responsabilidade de inúmeras partes. “O desenvolvimento  do gestor é  um processo que exige um conhecimento teórico. A gente diz que a universidade não forma bem os gestores, mas será que é só tarefa da universidade fazer isso?”, provoca.


Ele ressalta que por muito tempo essa formação dos gestores  não foi pensada e, consequentemente, essas habilidades não são ensinadas. “Em 2016 o Ministério  da Educação propõe uma matriz de Formação  para os gestores, mas não avançou devido às mudanças políticas”. Essa matriz de acordo com ele solicitava cinco competências, administração pública e gestão democrática, planejamento estratégico, promoção da qualidade de ensino, cultura profissional e relação com a família. “A gente ver que nada disso é ensinado”. 


A professora  da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Laurinda de Almeida disse que essas competências só são verificadas na ação. “Nós temos que refletir sobre a função social da escola. E o gestor tem que combater a evasão de alunos e professores”, disse. Para que isso seja possível, a professora afirma que o gestor tem que ter alguns saberes. “O saber de provocar o pertencimento. Os alunos, professores  e  comunidade têm que sentir que a escola é  deles”, disse. Ela também acredita que deve-se ter uma formação específica para gestores. “Ele tem que entender as diferentes lógicas: do professor, do aluno, da família e da comunidade”, acrescentou. 


Elaine Hine, do Conselho de gestores escolares de Ontário trouxe a vivência do Canadá para explicar que o que deu certo lá foi a colaboração entre todos. “Nós aprendemos que não conseguimos fazer nada sozinho, porque é muito complexo”, disse. “E nós temos que colocar o aluno no centro e lembrarmos que nós somos a mudança”, afirmou. 


Diretor tem que ser valorizado 


A Secretária do estado da educação  e da cultura do Rio Grande  do Norte, Cláudia Santa Rosa, destacou que para ser gestor tem que se ter habilidades para isso. “nem todo professor  se revela um bom gestor”. Mas para ter bons gestores  só será possível por meio da valorização  dele. “temos que falar da valorização de quem atua na educação. A falta de Formação deles acaba que a aprendizagem dos alunos seja muitas vezes esquecido”, disse. A Andressa Buss Rocha, Secretaria de Educação do Espírito Santo disse que essa valorização não precisa vim só na forma de remuneração. “Às vezes  são coisas  simples como valorizar ideias e visitas na escola”, afirmou. 


Manuel Palácios da Universidade Federal de Juiz de Fora, acrescentou a necessidade de investimentos  na educação. “Temos que lembrar que a educação é  um bem público e os seus benefícios são sentidos por todos”, disse. “O maior erro histórico do Brasil foi o não investimento na educação”, acrescentou Priscilla Cruz, do Todos Pela educação. 


Fazer novos gestores 


Encerrando o evento, Bernardete Gatti, do Conselho estadual de educação de São Paulo destacou a necessidade de se pensar em uma nova formação de gestores. “Os cursos de licenciatura não tem uma disciplina de gestão, então essa formação  precisa ser revista. Precisamos investir em mestrados em gestão”,  disse. Guiomar Numo de Mello, do Conselho estadual de educação de São Paulo acrescentou que essa formação tem que ter  vivência de escola. “O gestor tem que conhecer bem o professor  e o aluno”, disse. “A educação  tem uma  praga que é a quantidade  de projetos sem ter um foco”, destacou. 


Evilen Campos, do Ministério  da Educação ressaltou a preocupação do órgão com a formação dos gestores e  que para isso são oferecidos uma série de cursos. “Para o próximo ano existe a pretensão de ampliar esses cursos e para além disso queremos organizar  de forma que cada gestor possa fazer um processo auto formativo, que isso é  importante  para que o sujeito possa se empoderar de sua formação”, disse.

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Sá.