Prédios da UnB interditados pelo temporal que caiu na madrugada

Pane elétrica no Pavilhão João Calmon, que abriga atividades de diversas graduações, impossibilita aulas. Bloco de Salas de Aula Norte também foi danificado. Mais de mil alunos foram afetados.

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postado em 08/11/2017 12:39 / atualizado em 09/11/2017 12:33

Um prédio no câmpus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) foi interditado em função das fortes chuvas da noite de ontem (7). O Pavilhão João Calmon (PJC), complexo de 28 salas que abriga aulas de diversos cursos na região norte do câmpus, não receberá aulas devido a um curto-circuito na energia elétrica do edifício. O prefeito do câmpus, Valdecir da Silva Reis, e a diretora de Administração e Logística do Câmpus (PRC/Unb), Ana Silva, afirmam que ainda é muito cedo para calcular todos os danos na região. “Estamos agora in loco para verificar todas as perdas. Temos técnicos, engenheiros e eletricistas trabalhando para dar um parecer mais preciso”, diz a diretora. 
 
Naum Giló
 
Na madrugada de ontem, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou rajadas de até 50km/h.  No Pavilhão Anísio Teixeira (PAT), ao lado do PJC, o forro do teto de várias salas caíram. Há inundação em todas as salas de aula e também houve princípio de incêndio em função do curto-circuito, mas logo foi contido. De acordo com a assessoria da universidade, entre 1 mil e 1,2 mil estudantes foram afetados pelas interdições. 

No Bloco de Salas de Aula Norte (BSAN), de 18 salas também usadas por diversas graduações, uma porta de vidro foi estilhaçada, vários forros de tetos de salas caíram e outros ainda ameçam cair. As aulas não foram suspensas nesse prédio, pois não houve danos na rede elétrica.
 
Alunos lamentam 
“O prejuízo é grande. Perder uma aula no final do semestre é complicado, mas nós, funcionários e estudantes, precisamos de segurança também”, afirmou Luy Zeidan Duarte, 20 anos, estudante do quarto semestre de história. O trabalho que o jovem tinha para apresentar ficará para outra ocasião. “Mesmo que liberassem o prédio, não é possível seguir as atividades sem energia.”
 
Naum Giló
Wislene Limeira, 23, estudante do 7º semestre de letras, teria aula no início desta tarde, mas soube pelas redes sociais que o prédio estava interditado. A professora dela espera confirmação da prefeitura se haverá ou não aula. "Ela não acredita na gente quando falamos que o prédio está interditado", lamenta Wislene. 
 
 
*Estagiário sob supervisão de Ana Sá.