Só 1,5% das instituições de ensino superior têm nota 5 em avaliação do MEC

Dos 13 cursos de graduação analisados, apenas 1,9%, incluindo medicina, obtiveram nota máxima. Os resultados completos serão divulgados na próxima segunda-feira (27)

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postado em 24/11/2017 16:49 / atualizado em 29/11/2017 16:20

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje em coletiva técnica dados sobre dois indicadores: Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). Enquanto o primeiro destina-se a avaliar áreas de graduação, o IGC abrange Instituições de Educação Superior. Apenas 1,9% dos 4.196 cursos (dos campos da saúde, ciências agrárias e afins, além de eixos tecnológicos que incluem ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança) e 1,5% das faculdades, centros universitários e universidades — 2.121 foram analisadas, ao todo — do país obtiveram nota máxima. Ambas avaliações são referentes a 2016 e servem de instrumentos de informação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), responsável por promover melhoria no mérito de faculdades, centros universitários e universidades do país.
 
Entram na estatística as graduações em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmáca, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição odontologia, serviço social, zootecnia, agronegócio, estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia. O índice revela que apenas 1,9 % dos cursos avaliados atingiram nota 5 — em índice relativo que considera o conjunto de cursos, dos quais a maior parte (50,5%) atingiu nota 3 — no CPC. Para construí-lo, são levados em conta notas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) ; o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD); as características do corpo docente e a infraestrutura. “Apenas 2% estão abaixo de 3. É preciso resgatar que quase a totalidade está acima dessa média”, observa Renato Santos.

“Todos os cursos obtiveram um mínimo de qualidade atestado”, explica o coordenador, para quem não se deve julgar a qualidade da oferta a partir, exclusivamente, dessa avaliação. “Ela possibilita um olhar para ter um acompanhamento desses cursos, não significa dizer que eles têm condições ruins, mas sim, obtiveram um desempenho menor no indicador, e o Ministério da Educação (MEC) passará a prestar mais atenção neles”.

Os números do IGC, referentes às instituições, também conta com pouca representação das organizações com nota máxima. Apenas 1,5 % das faculdades, centros universitários e universidades atingiram nota 5. A grande parcela, 66,7%, ficou na média, com nota 3. O indicador reúne na mesma média ponderada — em são considerados o peso de cada elemento no cálculo — cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição.

As instituições privadas, de forma geral, estão em maior número de cursos e estudantes contabilizados (1.027 e 49.549) e em relação às instituições públicas (3.169 e 166.495). Enquanto a primeira tem 54,2% das observações com nota 3, aquelas financiadas pelo estado obtiveram nota superior, com, também 54,2% com nota 4.
 
A coletiva contou com apresentação de Renato Santos, coordenador geral de controle de qualidade da educação superior do Inep; Henrique Sartori de Almeida Prado, Secretário da Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior); Mauro Luiz Rabelo, diretor de desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (DIFES); Mariângela Abrão, diretora de avaliação da educação superior do Inep. Na ocasião foi explicada à imprensa a construção das avaliações. Os resultados com a listagem completa das instituições e curso com as respectivas avaliações atribuídas, só serão divulgados na próxima segunda-feira (24).

Além do CPC e IGC, o Inep mensura quatro indicadores de ensino superior: Conceito Enade, IDD. Sobre a preponderância de uma sobre as demais, Mariângela explica que “uma avaliação não substitui a outra”. Ela acredita que, caso o aluno queira utilizar os dados como subsídio na hora de escolher a instituição de ensino, o estudante deve observar o conjunto. “É necessário estar atento para o mercado de trabalho, relatos de ex-alunos, condições de oferta e, claro, olhar para todos os indicadores que advêm da avaliação do Sinaes”, aconselha a diretora.

Inep
 
Inep
Robson G. Rodrigues
 
  
Clique aqui e confira a apresentação completa divulgada pelo Inep.
 
*Estagiário sob supervisão de Ana Sá.