PREMIAÇÃO

Brasilienses vencem pela primeira vez desafio universitário da Aberje

Quatro alunos do curso de publicidade e propaganda desempenharam projeto para uma empresa de São Paulo e faturaram o prêmio

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postado em 27/11/2017 18:34 / atualizado em 27/11/2017 18:45

Igor Caíque*


Um grupo de quatro estudantes do curso de publicidade e propaganda da Universidade Católica de Brasília (UCB) ganhou o oitavo prêmio universitário da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje). Nesta edição, os participantes desenvolveram um case de comunicação para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabespe). O tema foi o custo da água e o real valor desse recurso para a sociedade.


Os alunos Daniel Zacariotti, 19 anos, Ariane Melo, 23, Tainá Arruda, 22, e Victor Henrique Lacerda, 21 – todos alunos do 7ª semestre – desenvolveram campanhas publicitárias direcionadas a onze tipos de público e isso despertou a atenção dos jurados. “A ideia do nosso trabalho era informar as pessoas o porquê do aumento das tarifas de água e esgoto da cidade. Era preciso fazer um plano de comunicação com ações e estratégias para informar o público”, explica Ariane.

Esta foi a primeira vez que uma equipe do Centro-Oeste conquistou o prêmio e, em razão disse feito, o estudante Daniel Zacariotti, líder do grupo, celebra: “Há disciplinas na faculdade em que a gente aprende a fazer trabalhos como esse, mas ter a experiência com concorrentes foi um diferencial, pois a gente aprendeu na prática com os demais participantes.” Os jovens brasilienses conseguiram na avaliação final a nota 9,2 e ficaram à frente de estudantes de outras instituições renomadas no país, como a Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e Faculdade Cásper Líbero.


Igor Caíque/Especial CB

Para o professor orientador do grupo, Gerson Luiz Scheidweiler Ferreira, o êxito é resultado de um trabalho sério e comprometido de todos os integrantes. “O envolvimento desses alunos com atividades extraclasse provam o quanto eles estão envolvidos não só com o futuro profissional, mas também com a instituição”, avalia. Para ele, todos os docentes devem apoiar estudantes que queiram fazer atividades fora do ambiente escolar. “Apesar das dificuldades financeiras, de tempo e logística, é dever do professor se envolver e subsidiar alunos”, afirma.

O case

O título do projeto é O custo da água vale uma vida e para desenvolvê-lo, o grupo fez pesquisas sobre crise hídrica e qualidade da água. “Fizemos, também, entrevistas com moradores de São Paulo para avaliar o entendimento deles sobre a importância de economizar o consumo. Foram 32 ações publicitárias. Relacionamos todas elas com a água, custo e valor”, explica Ariane. Para Victor Henrique Lacerda. o diferencial do grupo foi a quantidade de público segmentado. “A gente tinha que desenvolver cinco ações para públicos diferentes, mas nos sentimos tão determinados que segmentamos ainda mais e envolvemos 11 tipos públicos incluído pessoas com diferentes classes sociais e organizações não governamentais”, diz.

Dificuldades

O trabalho foi apresentado em São Paulo e os estudantes tiveram que se deslocar até a cidade outras duas vezes. O custo da viagem foi o maior obstáculo que eles enfrentaram e, por isso, tiveram que contar com o apoio dos professores para vencer esse desafio. “Toda a nossa viagem foi custeada por 15 professores do nosso curso. Acredito que a nossa determinação e o apoio deles foram os fatores preponderantes para vencermos”, avalia Daniel. Por se tratar de um case que ocorre fora de Brasília, os estudantes também tiveram que buscar mais dados para se destacarem. “Procuramos mais aproximação com público-alvo”, explica Ariane. Os jovens receberam a premiação no início do mês. Todo o grupo ganhou a quantia de R$ 10 mil como reconhecimento do trabalho. 

 

*Estagiário sob supervisão de Ana Sá