Cerca de 150 professores são demitidos pela Anhembi Morumbi, diz sindicato

As demissões ocorreram neste fim de ano. Esses processos são comuns nesta época, mas segundo o Sinpro- SP o número é superior do que em anos anteriores. A universidade não confirma o número de desligamento

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postado em 21/12/2017 17:58 / atualizado em 21/12/2017 18:50

A Universidade Anhembi Morumbi demitiu 150 professores neste fim de ano, segundo o Sindicato dos professores de São Paulo (Sinpro-SP). A universidade paulista passa por um processo de reestruturação curricular que altera a carga horária dos cursos, reduz as horas de aula e amplia o semestre letivo. A instituição de ensino é administrada pelo grupo americano Laureate, que também mantém outras faculdades.



A movimentação de profissionais podem ocorrem duas vezes ao ano, em junho/julho e dezembro. Mas, segundo o diretor do Sinpro- SP Celso Napolitano, as dispensas foram desproporcionais do que as dos anos anteriores. “O que ocorreu este ano é muito superior do que o normal”, diz.  Para ele, o que vem decorrendo só traz malefícios para todos. “As demissões visam a redução de custos e quem sai perdendo são os alunos e professores”, enfatiza.

Segundo a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), as demissões são processos normais em qualquer instituição particular. E também não se pode esperar a volta desses funcionários. “É importante ressaltar que não há a intenção de recontratar ninguém que foi desligado, nem de disponibilizar profissionais com menos qualificação dos que foram desligados”, afirma a ANUP.

O Sinpro negociou com a Anhembi e manteve alguns benefícios para os profissionais que permaneceram e os que saíram.  “Nós estávamos negociando com a universidade há cerca de dois meses”, diz Napolitano. Os direitos garantidos aos demitidos foram: permanência de bolsas de graduação e pós-graduação e plano de saúde com validade de seis meses. Para os docentes que permaneceram, garantiu-se a mesma remuneração deste ano para o de 2018, mesmo com a redução da carga horária de trabalho.

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) declarou que as instituições particulares têm autonomia sobre o próprio corpo docente. As universidades também devem  manter um terço do corpo de professores composto por mestres e doutores. No descuprimento de qualquer uma das obrigações, as instituições podem sofrer sanções.  

Universidade não confirma número de demissões

Procurada pela reportagem do Correio, a Anhembi Morumbi não confirmou o número de profissionais desligados da instituição. Segundo a universidade, no encerramento de cada semestre letivo, as instituições de ensino superior promovem alterações naturais no quadro de docentes, de acordo com a convenção da categoria. A universidade afirma total obediência à legislação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Sá